Cabo Verde
José Maria Neves promete reforçar combate à criminalidade | José Maria Neves promete reforçar combate à criminalidade |
| 24-Jan-2006 | |
O primeiro-ministro de Cabo Verde prometeu hoje, um dia depois das legislativas que deram a maioria absoluta ao seu partido, combater a criminalidade organizada e, em particular, o tráfico de droga.José Maria Neves, líder do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), que no domingo acusou grupos ligados à criminalidade organizada e ao tráfico de droga de financiarem a compra de votos pela oposição, disse hoje que o narcotráfico e a criminalidade vão merecer destaque nos recursos do novo pacote de cooperação com a União Europeia (UE). Na declaração pública proferida hoje, Neves lembrou que os ministros da Administração Interna português e da Justiça espanhol discutiram recentemente esta matéria durante uma deslocação ao arquipélago. Sobre o empenho do país em resolver o problema, apontou a formação de cabo-verdianos pelo FBI nos Estados Unidos, pela Polícia Judiciária em Portugal, Espanha e Alemanha, bem como o apoio neste sector da Holanda e outros países europeus. A criação da "secreta" cabo-verdiana, o Sistema de Informações da República (SIR), vai ser uma realidade logo após a tomada de posse do novo executivo do PAICV, afirmou. A par do combate ao crime, José Maria Neves destacou como prioridades para os próximos cinco anos o combate ao desemprego e à pobreza, o aumento do investimento externo, a educação, e o reforço da credibilidade externa do país. Sobre o novo elenco governamental, indicou que terá poucas alterações, lembrando o método aplicado pelo treinador José Mourinho no Chelsea para afirmar que numa equipa que ganha "só se fazem pequenos reforços". Referindo-se à oposição, disse estar preparado para acolher as suas propostas, afirmando que o Governo terá como pilares fundamentais a ética, a responsabilidade e o respeito pela oposição", mas não deixou de criticar o Movimento para a Democracia (MpD), a principal força de oposição no país, dizendo que "é forte na crítica, mas fraco na apresentação de alternativas". Para os cinco anos que se avizinham, o primeiro-ministro deixou ainda como objectivos a revisão da Constituição, nomeadamente em matéria de lei eleitoral, a criação do Tribunal Constitucional, além de "muitas outras questões que exigem um entendimento entre os dois partidos". Agência Lusa - www.lusa.pt
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