| Presidente liberiana considera realizáveis Estados Unidos de África |
| 25-Jan-2006 | |
A Presidente liberiana, Ellen Johnson-Sirleaf, estima que o conceito de Estados Unidos de África é realizável dentro de cinco a 10 anos se os países africanos se esforçarem para o efeito."Se me disserem que vamos ter os Estados Unidos de África durante a cimeira de Cartum, direi não. Penso que vários países africanos não estão prontos para este projecto. Mas se me disserem que vamos fixar este objectivo a longo prazo por um período de cinco a 10 anos, então eu penso que é realizável", sublinhou a chefe de Estado liberiana. Johnson-Sirleaf, primeira mulher eleita Presidente em África, fez estas declarações em entrevista divulgada pela edição especial do diário panaficano distribuído pela Agência Panafricana de Notícias "PANA" durante a sexta conferência de chefes de Estado e de governo da União Africana (UA) que se realiza de 23 a 24 de Janeiro em Cartum (Sudão). "Penso que como princípio e objectivo a longo prazo este projecto é bom. Gostaria de trabalhar para esta iniciativa, mas penso que o momento escolhido para o lançar dependerá do tempo e do cuidado que reservarmos a este projecto", declarou a Presidente liberiana. Esta economista formada em Harvard parece, entretanto, posicionar-se no mesmo sentido que os defensores da ideia segundo a qual os Estados Unidos de África deverão ser abordados do ponto de vista da integração através das Comunidades Económicas Regionais (CER) e, a longo prazo, de todo o continente. "Devemos fazer mais para a cooperação económica e o direito à integração na nossa sub-região, nos Estados da África Ocidental, depois ter uma espécie de efeito de proliferação até que consigamos alcançar o que está previsto no quadro dos Estados Unidos de África" acrescentou Johnson-Sirleaf, falando da participação da Libéria neste processo. Os liberianos deverão primeiro "meter ordem em casa" antes de se integrarem na região para participar de maneira pertinente no processo de integração continental, explicou Johnson-Sirleaf, deplorando os conflitos prolongados que assolam a sub-região. No que diz respeito ao julgamento do ex-Presidente liberiano Charles Taylor pelo Tribunal Especial das Nações Unidas para a Serra Leoa, Johnson-Sirleaf declarou que ela estava a consultar os líderes regionais, os Estados Unidos e as Nações Unidas, que autorizaram e facilitaram o seu exílio na Nigéria. Ellen Johnson-Sirleaf sublinhou a necessidade da tomada de medidas para pôr fim a este dossier pois, acrescentou, "a segurança da Libéria é de importância capital para mim e não podemos fazer nada que comprometerá a segurança do nosso Estado". Sobre o seu sentimento de ser a primeira mulher eleita Presidente em África, Johnson-Sirleaf declarou que "isso significa que as mulheres africanas atingiram finalmente o mais alto nível da ordem política e que a porta está doravante aberta a elas". "Existem muitas outras mulheres que esperam diante desta porta e várias outras que vão alcançar esta porta depois de mim dentro de um, dois ou cinco anos", concluiu a Presidente liberiana. PANAPRESS - www.panapress.com
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