Cabo Verde
PAICV formaliza apoio ao candidato Pedro Pires | PAICV formaliza apoio ao candidato Pedro Pires |
| 26-Jan-2006 | |
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José Maria Neves, num comício onde o PAICV formalizou o apoio oficial ao candidato Pedro Pires, actual Chefe de Estado, que concorre de novo ao cargo, mostrou-se mesmo «chocado» com algumas afirmações, sem referir quais, que Carlos Veiga alegadamente proferiu «em relação ao primeiro-ministro». Segundo disse, Carlos Veiga, ex-primeiro ministro e candidato às eleições presidenciais de 12 de Fevereiro apoiado pelo Movimento para a Democracia(MpD, o maior partido da oposição), «não poderá ser o árbitro da política cabo-verdiana e entre as instituições da República quando fala e ameaça com ódio e vingança». «Quem se candidata para ser árbitro e cooperar com o Governo e as instituições da República, começou muito mal atacando de forma absurda o primeiro-ministro de cabo Verde», disse ainda José Maria Neves, sem nunca explicar a que declarações de Veiga se referia. A par do desenho de um cenário de instabilidade em caso de vitória de Carlos Veiga, José Maria Neves apontou o candidato apoiado pelo seu partido, Pedro Pires, como o «único que garante a essencial estabilidade política» para que não seja posto em causa o desenvolvimento do país e a sua credibilidade externa«. Num longo discurso e perante centenas de apoiantes reunidos no auditório da Assembleia Nacional, o primeiro-ministro cabo-verdiano falou ainda de Pedro Pires como »um homem que sempre esteve ao lado da modernidade« nas diferentes épocas que atravessou. Desde a luta pela independência travada nas matas da então Guiné-Portuguesa (actual Bissau), onde Pires foi um dos mais prestigiados comandantes do Partido Africando da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), fundado por Amílcar Cabral, até ao momento actual, Neves traçou o seu perfil, salientando que o candidato »nunca deixou de ser um homem da modernidade«. No perfil traçado de Pedro Pires, o primeiro-ministro recordou que este, depois da luta anti-colonial, esteve na génese do Estado cabo-verdiano - foi primeiro ministro de 1975 a 1991 - na transição democrática do país (em 1990) e na oposição, »robustecendo a democracia«, até ser eleito Presidente da República, em 1991, tudo situações que consubstanciaram »a modernidade« da época a que se referem. José Maria Neves deixou ainda entender que o futuro de Cabo Verde e o seu desenvolvimento depende do desfecho do escrutínio presidencial de 12 de Fevereiro, cuja campanha eleitoral arranca depois da meia-noite. Pedro Pires, presente na sala, apenas subiu ao palco para dar um abraço a José Maria Neves. Diário Digital / Lusa
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