Cabo Verde
Mais três mulheres eleitas para Parlamento em Cabo Verde | Mais três mulheres eleitas para Parlamento em Cabo Verde |
| 26-Jan-2006 | |
Onze mulheres foram eleitas para o Parlamento cabo-verdiano durante as legislativas de 22 de Janeiro corrente contra as oito deputadas escolhidas na anterior legislatura, apurou a PANA na cidade da Praia.No entanto, receia-se que este aumento não venha a traduzir-se necessariamente num reforço da presença feminina na sétima legislatura, que se inicia em Março próximo, já algumas das 11 mulheres eleitas poderão ser chamadas a integrar o novo governo. Estes podem ser os casos de Cristina Fontes, actual ministra da Justiça, e Filomena Martins, que ocupou a pasta da Educação e Valorização dos Recursos Humanos. Todavia, acredita-se também que algumas mulheres constantes da lista de deputados suplentes possam ser chamadas a integrar o Parlamento se alguns dos homens eleitos forem convidados a fazer parte do Executivo a ser formado pelo Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) liderado por José Maria Neves. Perante este cenário, tudo leva a crer que o Parlamento cabo-verdiano venha a manter, nos próximos cinco anos, a mesma taxa de participação feminina com que encerrou a sexta legislatura, em Dezembro de 2005, e que se situou nos 15,27 por cento. Apesar de no escrutínio anterior terem sido eleitas apenas oito mulheres, em 2001, registou-se a entrada de mais suplentes em substituição de homens chamados a desempenhar cargos incompatíveis com as função de deputado. Esta taxa de participação feminina no principal centro de decisão política é considerada por organizações cabo-verdianas de defesa dos direitos humanos e da emancipação da mulher como manifestamente insuficiente e pouco condizente com o peso da camada feminina que representa mais de metade da população do arquipélago. A fraca participação feminina na vida política em Cabo Verde mantém-se assim pouco expressiva mesmo depois dos principais partidos concorrentes às últimas eleições terem aceitado incluir nas suas listas uma quota de 30 por cento de mulheres. Apesar de esta atitude ter sido considerada como um sinal positivo para fomentar a participação feminina, o resultado prático da medida ficou aquém do desejado uma vez que a maior parte de mulheres incluídas nas listas foram colocadas em lugares com poucas possibilidades de serem eleitas. No total dos 20 círculos eleitorais do arquipélago, as únicas excepções foram no Paul, onde as duas mulheres que se candidataram como cabeças de lista pelo MPD e pelo PAICV foram eleitas, e no Maio, onde a cabeça de lista do MPD também foi eleita. Das 11 mulheres eleitas, sete pertencem à bancada parlamentar do PAICV e quatro à do MPD (Movimento para a Democracia), principal partido da oposição. PANAPRESS - www.panapress.com
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