Cabo Verde
José Maria Neves rejeita controlo internacional de recenseamento eleitoral | José Maria Neves rejeita controlo internacional de recenseamento eleitoral |
| 28-Fev-2006 | |
|
Alegando irregularidades nos cadernos eleitorais resultantes do último recenseamento eleitoral realizado em 1995, o MPD, derrotado nas eleições legislativas de 22 de Janeiro passado, apresentou junto do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) um pedido de impugnação do escrutínio. No entanto, o STJ considerou que as insuficiências apontadas pelo maior partido da oposição não põem em causa o resultado global da votação e a vontade popular expressa nas urnas. Aquando da apresentação do recurso junto do STJ, enquanto Tribunal Constitucional, o MPD ameaçou recorrer a "outras formas de luta", caso a decisão dos órgãos judicias lhe fosse desfavorável. O partido liderado por Agostinho Lopes anunciou que iria solicitar uma auditoria aos cadernos eleitorais por instituições internacionais como a ONU e a União Europeia. Reagindo à proposta, o primeiro-ministro cabo-verdiano disse que as instituições do país funcionam normalmente e desfrutam da necessária credibilidade. O chefe do governo cabo-verdiano considera que seria um grande retrocesso para Cabo Verde, independente há 30 anos, se o país recorresse a instituições estrangeiras para realizar "um mero acto administrativo" como é o caso de um recenseamento eleitoral e que pode, perfeitamente, ser controlado pelos partidos políticos e todas as instituições interessadas. O primeiro-ministro, que será reconduzido para um segundo mandato na chefia do governo, anunciou que o executivo vai realizar, este ano, um novo recenseamento eleitoral e introduzir as alterações necessárias "para que não haja qualquer tipo de insuficiência nos cadernos eleitorais". O governo e o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), vencedor das eleições de 22 de Janeiro, aceitaram a realização dum novo recenseamento eleitoral e a revisão do Código Eleitoral para evitar suspeições à volta dos processos eleitorais como tem vindo a suceder desde 2001. Uma das inovações que vai ser proposta pelo governo na revisão do Código Eleitoral será a introdução da tinta indelével no processo de votação, de modo a evitar que uma pessoa possa votar duas ou mais vezes. Contudo, para que essa revisão seja possível, torna-se necessário consensos com os outros partidos políticos, uma vez que as alterações do Código Eleitoral exigem uma maioria de dois terços de deputados no Parlamento. Embora continue a dispor de maioria absoluta no Parlamento (41 deputados num total de 72), o PAICV não pode proceder sozinho a alterações de diplomas legais que exigem uma maioria qualificada para o efeito. Por isso, o partido no poder terá necessariamente de chegar a um consenso com o MPD para introduzir alterações no Código Eleitoral. PANAPRESS - www.panapress.com Comentários (0)
![]() A VozDiPovo-Online quer saber a sua opinião sobre esta notícia. Comente
Os comentários são escrutinados, sendo excluídos todos os conteúdos racistas, xenófobos, difamatórios e atentatórios da boa imagem dos visados. Antes de deixar o seu comentário, registe-se aqui. É rápido e gratuito. Se já está registado, clique na "Área do Membro" situada no topo desta página.
|
| Quem Somos |
| Equipa |
| Estatuto Editorial |
| Regulamento Redactorial |
| Termos de Utilização |
| Ajuda |
| Fale Connosco |
| Mapa do Site |
| Pesquisa Avançada |