| OMCV comemora bodas de prata |
| 07-Mar-2006 | |
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Várias iniciativas dão expressão às comemorações dos 25 anos da organização, criada a 27 de Março de 1981 para "dar voz às mulheres" cabo-verdianas e lutar pela sua emancipação que vão desde, as acções de formação, exposições e lançamento de publicações a um jantar de gala. Como "pioneira na promoção e emancipação" da mulher de Cabo Verde, a OMCV "trabalhou afincadamente para a eliminação das amarras de um sistema social injusto e retrógrado que sacrificava a mulher, despersonalizava-a e a mantinha presa a preconceitos e valores ultrapassados", recordam as dirigentes da organização. É todo esse trabalho, desenvolvido a favor da "mulher, a mais atingida pelos problemas sociais, nomeadamente a pobreza", que a OMCV evoca com um programa de actividades que arranca, hoje, com o início da Formação de Formadores de Tecelagem (Banda Larga), no Centro Rural da OMCV de Santa Cruz e termina, no dia 27, com uma Mesa Redonda Televisiva, sobre o tema "Ser hoje mulher", organizada por Idalina Freire e Filomena Rodrigues. Vários eventos têm lugar com o objectivo de atingir toda a mulher cabo-verdiana, incentivando-as a "prosseguir no seu contributo para o crescimento e bem estar social de Cabo Verde", refere a direcção da OMCV, presidida por Josefina Chantre, numa nota de imprensa. No dia 8, está programado o lançamento oficial do projecto "Padarias artesanais", no centro da OMCV de Pedra Badejo. No dia 11, o mesmo projecto será lançado em S. Filipe, na Ilha do Fogo, e, no dia 15, é o lançamento na ilha de S. Antão. Um dos pontos altos das comemorações das bodas de prata da organização atinge-se, no dia 24, com a "Noite de Morabeza", iniciativa que visa privilegiar os sabores nacionais, o visual dos trajes tradicionais cabo-verdianos, os acordes das músicas do arquipélago, pondo à prova, uma vez mais, o saber fazer das mulheres. Integra também, um jantar típico, um desfile de moda tradicional, o momento Vozes Femininas e o sorteio de um quadro. O acto central do programa está agendado para 26 de Março, com um momento festivo, na Biblioteca Nacional. As comemorações chegam ao fim com a inauguração da exposição/venda de artesanato, lançamento das publicações 25 anos da OMCV e a mesa redonda televisiva, na qual diferentes entidades ligadas à problemática da mulher em Cabo Verde debaterão a situação que prevalece neste momento em relação à camada feminina. Em matéria de publicações, a OMCV pretende editar um álbum fotográfico, o CD Mar Azul, de Cesária Évora, a brochura "Pela Igualdade" e a revista "Mudjer" facsimilada. Esta revista que foi lançada nos anos 80, teve um grande impacto "não só na formação e informação das militantes da OMCV como de todos quantos reconheceram nessa publicação um instrumento indispensável à compreensão e conhecimento da intervenção da organização em Cabo Verde", recordam as dirigentes da associação. Quanto à exposição/venda, a OMCV propõe ao longo desta mostra apresentar algumas demonstrações ao vivo daquilo que as jovens e mulheres cabo-verdianas são capazes de fazer para valorizar a cultural tradicional. Ao longo dos 25 anos de existência, a OMCV interveio em várias frentes para promover os direitos das mulheres cabo-verdianas. Na saúde, desenvolveu programas de sensibilização para o planeamento familiar, sendo pioneira ao introduzir, no país, o primeiro Centro de Protecção Materno-Infantil. Na educação, organizou círculos de cultura por todo o país e contribuiu para a queda das taxas de analfabetismo junto das mulheres. Desenvolveu ainda, com a cooperação internacional, cursos de formação profissional, apoiou as mulheres na produção e colocação de produtos artesanais e, no espaço rural, apoiou na implementação de actividades geradoras de rendimento. Em síntese, no espaço de duas décadas e meia, a OMCV vem intervindo nos domínios da saúde, educação e formação profissional, actividades geradoras de rendimento, igualdade e equidade de género, ambiente e desenvolvimento, tendo sempre presente as grandes recomendações das Conferências Internacionais sobre a mulher. ANGOP Comentários (0)
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