| Africa do Sul: sul-africanos celebram primeiro Oscar com "Tsotsi" |
| 08-Mar-2006 | |
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Os sul-africanos estouraram champanhe e brindaram, Segunda-feira , a sua primeira vitória no Oscar com o filme "Tsotsi", esperando que a aprovação de Hollywood provoque um renascimento na produção de cinema local. Fãs de cinema prepararam uma recepção digna de heróis para o elenco e a equipe do filme, e quem assistia á cerimónia ao vivo de Los Angeles, na televisão, saudou durante a madrugada quando "Tsotsi" (gíria para gângster) ficou com o Oscar de melhor filme em língua estrangeira. "Há uma euforia total. È um grande incentivo para a Àfrica do Sul e as pessoas estão finalmente a sentir que podemos competir com o melhor do mundo", disse Jackie Motsepe, gerente sênior de marketing na Fundação Nacional de Cinema e Vídeo. "Tsotsi" conta a hist¢ria de um jovem bandido de uma favela de Joanesburgo, interpretado por Presley Chweneyagae, que atira no motorista para roubar um carro, sem saber que havia um bebê no banco traseiro do veículo. O filme dirigido por Gavin Hood leva o protagonista -- ele próprio um órfão do Sida -- numa jornada de redenção pessoal, enquanto descobre aos poucos o valor da vida humana. O sucesso de "Tsotsi", filmado em gíria de guetos -- uma mistura das 11 línguas oficiais da µfrica do Sul --, foi especial depois que "Yesterday", o filme sobre uma mulher com HIV, foi indicado no ano passado, mas perdeu. Os dois filmes coroam uma revitalização na indústria de cinema local, depois de anos de isolamento sob o regime do apartheid, e especialistas esperam que com a aprovação de Hollywood aumente ainda mais o perfil da Àfrica do Sul na tela. "Isso envia uma mensagem clara ao mundo de que a indústria de cinema sul-africana atingiu sua maioridade", disse Anant Singh, co-produtor de "Yesterday", que actualmente está a fazer um épico sobre a vida de Nelson Mandela. Mandela que ser interpretado por Morgan Freeman. Ao contrário de muitos filmes sul-africanos, "Tsotsi" também se mostrou um sucesso de bilheteria no seu país natal, atraindo ao cinema tanto bandidos das favelas na vida real quanto espectadores de cinemas de arte de subúrbios ricos de Joanesburgo e Cidade do Cabo. Parte do apelo de "Tsotsi" em relação ao público interno é que o filme retrata uma realidade de vida nas favelas da Àfrica do Sul, e os espectadores são obrigados a ver muito sangue, balas e miséria antes da redenção final. Houve alguma preocupação de que os roubos de carro, assassinatos e a miséria no filme pudessem mostrar uma imagem ruim da Àfrica do Sul pós-apartheid. O país está ansioso para enterrar um passado de crimes e conflitos raciais e atrair mais turistas e investimentos estrangeiros. "Houve preocupação com o facto de ser esse tipo de imagem que queremos mostrar sobre a Àfrica do Sul", disse Motsepe. Mas o presidente Thabo Mbeki disse que "Tsotsi" -- no final vê o espírito humano triunfará sobre a violência -- representava a esperança na Àfrica do Sul, 12 anos depois do fim do regime de minoria branca. ANGOP Comentários (0)
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