| África em debate na cimeira UE-China |
| 19-Nov-2007 | |
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A presença cada vez mais visível da China em África será uma dos temas em foco na cimeira UE-China, a 28 de Novembro, disse hoje um alto funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.
O presidente em exercício do Conselho da UE e pimeiro-ministro português, José Sócrates, vai liderar a delegação dos 27 à cimeira com a China, que decorre a 28 de Novembro e na qual o diplomata chinês afirmou que África será um dos temas em debate, embora sem adiantar se, tal como decidido na cimeira de 2006, as duas partes já definiram o conteúdo do diálogo sobre África. "Estamos prontos para reforçar a cooperação com a UE sobre África, que esperamos que possa ser mais estreita. Esperamos também que possamos explorar formas e meios práticos na cooperação sobre África", disse o responsável, que falou com os jornalistas mas exigiu o anonimato. A China tem vido a expandir-se em África, muitas vezes à custa de interesses dos estados-membros e das empresas da UE, que enfrentam agora a concorrência das companhias chinesas para comprar os recursos naturais africanos e para vender bens e serviços nos mercados do continente. Os críticos dizem que a presença chinesa em África é negativa quando, na protecção dos seus interesses, Pequim move influências para apadrinhar regimes como no Sudão e para proteger políticos acusados de corrupção, como em Angola. "A China fez muito para preservar a paz e a estabilidade e para promover o crescimento económico em África. Temos objectivos e interesses comuns com a UE e vamos debatê-los, porque ambos os lados prestam muita atenção aos temas relativos ao continente", disse o diplomata chinês. Pequim vai também pressionar Bruxelas a acabar com o embargo à venda de armas à China, em vigor desde que o governo chinês destruiu pela força as manifestações pacíficas pró-democracia da Praça de Tiananmen em 1989. Apesar de, no início da década, o tema tenha sido objecto de debate em Bruxelas, a UE não dá sinais de estar disposta a acabar com o embargo, uma posição que aborrece o governo chinês. "O embargo de armas não é consistente com as tendências actuais nem com a parceria entre as duas partes", afirmou o funcionário do ministério dos Negócios Estrangeiros, que disse esperar que a UE "intensifique os esforços concretos" para acabar com a proibição de venda de armamento. "A China espera o fim do embargo de armas para acabar com a discriminação e para defender a igualdade de direitos em relação à China. Não queremos comprar armamento sofisticado à Europa", garantiu o diplomata. Agência Lusa - www.lusa.pt Comentários (0)
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