| Brazzaville acolhe negociações sobre estatuto de Cabinda |
| 11-Jul-2006 | |
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O governo angolano e os movimentos independentistas de Cabinda (no noroeste de Angola), agrupados no seio do Fórum de Cabinda para o Diálogo (FCD), vão reunir-se na próxima semana em Brazzaville para discutirem o estatuto deste enclave, soube-se no fim-de-semana em Brazzaville de fonte oficial.
De acordo com o encarregado da defesa e segurança do FDC, coronel Maurício Zulu, que não precisou a data do encontro, uma delegação do seu movimento encontra-se já na capital congolesa onde é esperada a delegação do goveno angolano para iniciarem as negociações. "Renunciámos definitivamente à luta armada. Em contrapartida, reclamamos por um estatuto particular cuja forma vai ser definida de maneira consensual pelas duas partes. Uma vez dotado deste estatuto, o enclave de Cabinda continuará a ser parte integrante do território angolano", garantiu o coronel Zulu. O anúncio destas negociações surge 24 horas após uma visita de algumas horas do Presidente congolês Denis Sassou Nguesso sexta-feira última a Luanda (capital angolana), onde se reuniu com o seu homólogo José Eduardo dos Santos sobre questões ligadas à paz na sub-região da África Central. "Efectivamente, durante o seu encontro na capital angolana, os dois estadistas evocaram as questões de paz na África Central, incluindo o problema do enclave de Cabinda", sublinhou o coronel Zulu. Situado entre a RD Congo e o Congo, Cabinda não tem fronteira com Angola. Com cerca de 600 mil habitantes e uma superfície de oito mil quilómetros quadrados, Cabinda é um território rico em petróleo, principal fonte de receitas financeiras de Angola. Empresas petrolíferas ocidentais, tais como a Chevron (Estados Unidos) e a Total/Elf (França), exploram o petróleo de Cabinda, ex-protectorado português anexado a Angola um pouco depois da independência deste país a 11 de Novembro de 1975. Cabinda e Angola combateram contra Portugal, colonizador comum. Porém, esta anexação nunca foi aceite pelos movimentos independentistas deste enclave que, desde há muito tempo, luta pela sua independência. PANAPRESS - www.panapress.com Comentários (0)
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