| Darfur: Ban Ki-moon exorta Estados membros a fornecerem helicópteros para força ONU-UA |
| 07-Dez-2007 | |
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O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, exortou hoje os Estados membros a fornecerem 24 helicópteros indispensáveis para o sucesso da futura força conjunta das Nações Unidas e da União Africana (UA) no Darfur.
"Temos de ter uma força robusta, eficaz. Sem ela, não poderá haver segurança" no Darfur, disse Ban aos jornalistas em Nova Iorque. "Mas para isso precisamos de certas capacidades no terreno, nomeadamente de helicópteros. Não os temos. Por causa disso, toda a missão está em perigo", alertou. A força "híbrida" ONU-UA (MINUAD) deve contar com 26.000 efectivos e o seu destacamento está previsto para o início de 2008. A ONU anunciou que o tema será discutido durante a cimeira UE-África que decorre este fim-de-semana em Lisboa. Marie Okabe, porta-voz do secretário-geral das Nações Unidas, disse aos jornalistas em Nova Iorque que Ban Ki-moon pediu a dois colaboradores para se deslocarem a Lisboa para exortar o presidente sudanês, Omar el-Béchir, a aceitar a composição da futura força ONU-UA no Darfur. Segundo a porta-voz, os enviados são o adjunto do secretário-geral para as operações de manutenção de paz, Edmond Mulet, e o chefe de gabinete adjunto de Ban, Kim Won-soo. Mulet e Kim vão tentar convencer Béchir a levantar as suas objecções aos planos da ONU, que prevêem a afectação de unidades especializadas do Nepal, Tailândia e países nórdicos à força "híbrida" ONU-UA para o Darfur. Esta força deve ser maioritariamente africana, segundo um acordo assinado com o governo sudanês. Segundo a ONU, os contingentes não africanos em questão são indispensáveis para a eficácia operacional da força. Os preparativos para o destacamento desta força estão a enfrentar numerosos problemas logísticos, nomeadamente a impossibilidade de obter da parte dos Estados membros 24 helicópteros necessários para a mobilidade e para a capacidade de reacção da futura força. Edmond Mulet e Kim Won-soo integram a delegação da ONU enviada a Lisboa, que será liderada pelo subsecretário-geral Asha-Rose Migiro. Província ocidental do Sudão, o Darfur é palco, desde Fevereiro de 2003, de uma guerra civil que fez cerca de 200.000 mortos e mais de dois milhões de deslocados, segundo as organizações internacionais. Cartum contesta este balanço e identifica apenas 9.000 mortos. Agência Lusa - www.lusa.pt Comentários (0)
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