| Dois milhões de meninas alvo de mutilação genital por ano |
| 05-Fev-2007 | |
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Dois milhões de meninas são vítimas anualmente de mutilação genital em todo o mundo, sobretudo em África, segundo um relatório da organização Save The Children, apresentado hoje por ocasião do Dia Mundial da Tolerância Zero contra a Mutilação Genital Feminina.
A organização apurou que a mutilação genital é praticada em 28 países africanos, em percentagens muito elevadas em relação à população feminina: Benin (50%), Burkina-Faso (entre 43 e 66%), Camarões (20%), Chade (60%), Costa do Marfim (60%), Egipto (97%), Eritreia (90%), Etiópia (90%), Gambia (entre 60 e 90%), Gana (entre 15 e 30%), Guiné (entre 70 e 90%), Guiné-Bissau (50%) e Quénia (50%). A lista prossegue com a Libéria (entre 50 e 60%), Mali (entre 90 e 94%), Mauritânia (50%), Níger (20%), Nigéria (50%), República Centro-africana (50%), República Democrática de Congo (5%), Senegal (20%), Serra Leoa (entre 80 e 90%), Somália (98%), Sudão (89%), Tanzânia (10%), Togo (12%), Uganda (5%) e Jibuti (entre 90 e 98%). Porém, a mutilação genital feminina também é praticada na Europa, EUA e Médio Oriente entre imigrantes provenientes desses países, refere o relatório. A idade durante a qual as jovens são submetidas a esta prática varia desde os poucos dias de vida até aos 20 anos, embora na maioria dos casos seja realizada entre os 12 e 14 anos. O relatório refere que são quatro os tipos de mutilação, desde a circuncisão (a menos grave), passando pela escisão até à mais grave que consiste na eliminação completa dos genitais femininos externos e que pode incluir o uso de substâncias corrosivas. Na maioria dos casos, a prática da mutilação genital feminina é justificada com base em tradições ou crenças religiosas e culturais. Quem as pratica acredita que as menores se manterão virgens até ao dia do casamento, que evita comportamentos imorais, previne a morte precoce ou é considerada uma imposição religiosa. Diário Digital - http://diariodigital.sapo.pt Comentários (0)
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