| França indignada com assassinato de jornalista congolês |
| 11-Jul-2006 | |
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O assassinato do jornalista congolês Bapuwa Mwamba sexta-feira à noite em Kinshasa suscitou uma viva indignação em França entre profissionais dos media e membros de organizações de defesa dos direitos humanos, exigindo a abertura de um "inquérito independente e rápido". "Condenamos com a maior firmeza este acto hediondo. Trata-se de um assassinato cobarde. Pedimos às autoridades congolesas para esclarecer sobre este crime", declarou à PANA o presidente da Associação da Imprensa Panafricana (APPA), sediada em Paris, Louis Kemayo. Kemayo lembrou que um outro jornalista congolês foi morto em Novembro de 2005, deplorando a atitude do governo congolês para com os jornalistas. Indicou que o jornalista assassinado regressou voluntariamente a Kinshasa, esperando ser útil ao seu país através das suas críticas e das análises na imprensa escrita congolesa. "Bapuwa Mwamba sabia que não tem nada a ganhar ao trabalhar como jornalista na RD Congo mas escolheu correr riscos para dar a sua pedra para a reconstrução do seu país. Os que comandaram e excutaram este assassinato devem ser procurados e punidos", acrescentou. A organização de defesa da liberdade da imprensa Repórteres Sem Fronteiras (RSF) também condenou o acto exigindo um inquérito para se determinar as circunstâncias deste "pavoroso assassinato". "Estamos extremamente preocupados com o clima de violência que afecta os jornalistas a algumas semanas das eleições presidenciais previstas para 30 de Julho corrente. Pedimos ao governo congolês que faça o máximo a fim de garantir a segurança dos media", declarou a RSF. Mwamba, de 64 anos de idade, era um profissional conhecido e respeitado em Paris nos meios da imprensa francesa e internacional. PANAPRESS - www.panapress.com Comentários (0)
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