| Kadafi contra extradição de ex-Presidente liberiano Charles Taylor |
| 16-Mai-2006 | |
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O chefe de Estado líbio, Muamar Kadafi, insurgiu-se contra a extradição do ex-Presidente liberiano Charles Taylor, detido na Serra Leoa onde está a ser julgado por crimes de guerra e contra a humanidade pelo Tribunal Especial das Nações Unidas para este país. Falando no fim-de-semana em Tripoli durante um jantar oficial oferecido à nova Presidente liberiana, Ellen Johnson-Sirleaf, o líder líbio declarou que "não cauciono a política interior de Taylor, pois isso diz respeito ao povo liberiano que elegeu Ellen Johnson-Sirleaf". "Mas por princípio considero que Taylor consentiu sacrifícios a favor da Libéria ao aceitar a 11 de Agosto de 2003 abandonar voluntariamente o poder a proveito do seu Vice-Presidente para se exilar na Nigéria, pondo termo a 14 anos de guerra civil no seu país e permitindo a organização das eleições que instalaram Ellen Johnson-Sirleaf no poder", acrescentou o líder líbio. Kadafi denunciou que Charles Taylor foi agredido no seu asilo e entregue ao Tribunal Especial para a Serra Leoa, afirmando que isso não fazia parte do acordo que o levou a abandonar o poder. Defendeu que África deve cuidar da sua credibilidade e os que assinaram o acordo devem respeitar a sua palavra, adiantando que o facto se de pôr em causa a inviolabilidade do asilo político é muito grave e constitui um precedente grave. Considerando que a fuga de Taylor e a sua detenção constituíam "uma paródia e uma encenação verganhosas" que não "fazem parte dos costumes africanos", o líder líbio sublinhou a inocência da Lbéria e da Presidente Ellen Johnson-Sirleaf neste caso pondo em causa outras partes que não citou. Kadafi advogou também que a extradição do ex-Presidente tchadiano Hissène Habrè, que vive exilado no Senegal desde 1990, para um Tribunal Internacional seria um precedente grave e inaceitável. Exprimiu a sua firme oposição ao jugalmente de Habré ou de Taylor por uma juridisção internacional ou fora de África, considerando que isto seria uma vergonha para África. "Se Habré merece ser julgado isto deverá ser feito no Tchad ou em África e não fora deste quadro", concluiu o chefe de Estado líbio. PANAPRESS - www.panapress.com Comentários (0)
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