| Lesoto: Príncipe Harry funda ONG em homenagem a Lady Di |
| 30-Abr-2006 | |
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O príncipe Harry de Inglaterra fundou no Lesoto uma organização de beneficência para crianças órfãs por causa da Sida, seguindo o trabalho da mãe, a falecida princesa Diana, informou o gabinete do pai, o Príncipe de Gales. Em homenagem a Lady Di, que morreu num acidente rodoviário em Paris há quase nove anos, a organização chamar-se-á «Sentebale», que significa «não me esqueças» no idioma local. «Gostaria de prosseguir o melhor que puder o que ela começou, e que melhor local para o fazer que aqui», declarou Harry, 21 anos, terceiro na ordem de sucessão ao trono de Inglaterra, na cerimónia de baptismo da sua Organização Não-Governamental (ONG). A nova ONG, que será administrada por Clarence House, residência oficial de Carlos de Inglaterra, ocupar-se-á do orfanato Mant´ase, naquele país africano. No quadro da fundação da organização, Harry viajou para o Lesoto naquela que é a sua quarta visita a este pequeno reino do sul de África, onde se encontrou com uma velha amiga, Mutsu Potsane, uma pequena de seis anos que conheceu há dois anos no mesmo orfanato. Harry é co-fundador de «Sentbale» juntamente com o príncipe do Lesoto, Seeiso Bereng Seeiso, irmão mais novo do rei Letsie III e também órfão de mãe desde 2003. Durante a cerimónia, Harry prestou homenagem à inspiração «enorme» que a recordação da mãe constituíra para lançar a ONG, assim como à falecida mãe do príncipe Seeiso. «As nossas mães estavam fortemente envolvidas na luta contra a Sida e nomeadamente o trabalho em favor dos órfãos», declarou o jovem príncipe. Questionado sobre se pensava que a princesa Diana ficaria orgulhosa do seu trabalho humanitário, respondeu: «acredito que sim». «Este é o nosso sítio», afirmou. «Começamos com projectos pequenos. Enquanto outras organizações se concentram noutras zonas, aqui não há ninguém, só estamos nós», acrescentou. O Lesoto é um dos países mais pobres do mundo, com um Produto Interno Bruto (PIB) por habitante que não ultrapassa, em média, 451 dólares por ano. Cerca de 31% dos seus 1,8 milhões de habitantes estão infectados pelo vírus do HIV-SIDA, uma das taxas mais altas do mundo, e a pandemia foi declarada «emergência nacional». Diário Digital / Lusa Comentários (0)
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