| Londres satisfeita com declarações de MNE português sobre Zimbabué |
| 21-Nov-2007 | |
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A diplomacia britânica congratulou-se hoje com as declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros português, que hoje assumiu preferir que o Presidente do Zimbabué esteja ausente da cimeira UE-África para evitar desviar as atenções da reunião.
"Estão de acordo com o que defendemos desde o início", afirmou uma porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros britânicos, em declarações à Agência Lusa. "A nossa posição foi sempre clara (...) consideramos que a presença do Presidente (Robert) Mugabe ensombraria a cimeira", acrescentou. A porta-voz comentava as declarações feitas por Luís Amado hoje em Singapura, onde admitiu preferir que Robert Mugabe não se desloque a Lisboa para a Cimeira UE/África no início de Dezembro por temer que a sua presença desvie as atenções do essencial da reunião. "Não sabemos quem vai estar ou não vai estar (na Cimeira euro-africana), mas se me pergunta se eu gostava que Robert Mugabe estivesse em Lisboa, diria que não", afirmou Luís Amado a jornalistas, à margem da cerimónia de inauguração de uma agência da AICEP Portugal Global, em Singapura. "É preferível que não esteja, precisamente porque vai criar um ruído à volta da Cimeira que, do meu ponto de vista, distrai do que de essencial se discute (na Cimeira)", justificou Luís Amado, presidente em exercício do Conselho de Ministros da UE. O primeiro-ministro britânico já fez saber que recusa participar na cimeira se o Presidente do Zimbabué estiver presente, o qual acusa de desrespeitar os direitos humanos no seu país. Ao lembrar que Mugabe é o único dirigente africano proibido de viajar para a UE, no âmbito de sanções em vigor, Gordon Brown garantiu também que nenhum dos ministros mais importantes do governo britânico o substituirá. "Ainda não foi decidido quem estará presente", afirmou hoje a porta-voz à Lusa. Mas o governo britânico garante que continua interessado em que "a cimeira seja produtiva e útil para a Europa e África e que tratem de questões importantes, como a pobreza, alterações climáticas, saúde e manutenção da paz". "Pensamos que, se Mugabe participar, vai minar a cimeira e desviar as atenções de assuntos importantes", sustentou. A mesma fonte oficial britânica acolheu com agrado o anúncio da presidência portuguesa da UE de enviar um observador ao Zimbabué e região para avaliar a corrente situação e apresentar um relatório antes da cimeira, como havia pedido o Reino Unido. "Pensamos que poderá ter uma contribuição útil", comentou. Oitenta chefes de Estado e de Governo dos dois continentes foram convidados para a cimeira UE-África, agendada para 08 e 09 de Dezembro em Lisboa. A segunda Cimeira UE-África terá lugar sete anos depois da primeira, que decorreu no Cairo durante a segunda presidência portuguesa da UE, sendo António Guterres o chefe do governo. Portugal ocupa pela terceira vez a presidência rotativa desde que aderiu, em 1986, à então CEE. Agência Lusa - www.lusa.pt Comentários (0)
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