| Microsoft quer dar formação a mais de 45 milhões de africanos até 2010 |
| 07-Dez-2007 | |
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A Microsoft está a apostar na formação de mais de 45 milhões de africanos até 2010, nomeadamente em Moçambique, Angola e Cabo Verde, revelou hoje à agência Lusa o presidente da Microsoft África, Cheick Diarra.
"A Microsoft já deu formação a 21 milhões de pessoas desde 2006. Até 2010 prevê formar 45 milhões de pessoas. Mas estou confiante de que, se tudo correr bem como está a acontecer, vamos conseguir superar este número", frisou Cheick Diarra, no âmbito da Cimeira Empresarial EU-África, que hoje decorre em Lisboa, organizada pela presidência portuguesa do Conselho da União Europeia. Segundo disse à Lusa Diarra, tal objectivo foi traçado directamente por Bill Gates no Global Leadership Fórum que decorreu em 2005 em África do Sul. O presidente da Microsoft África sublinhou ter uma "tremenda ambição para África" em vários domínios: criação de capacidades individuais e institucionais (governo e pequenas empresas), de formas inovadoras de acesso às tecnologias, não só no que diz respeito aos custos, mas também à compreensão da terminologia usada, "de maneira a que as pessoas possam ser educadas a usar tecnologia". A melhoria das ligações e os problemas relacionados com as infra-estruturas e condições [de abastecimento] de electricidade, são outras actividades desenvolvidas pela Microsoft. "Fazemos isto em todos os países africanos, mas estamos especialmente focados em Moçambique, Angola e Cabo Verde, que são aliás muito importantes para Portugal", observou. De acordo com Diarra, o objectivo é formar, dar capacidade, criar parcerias para garantir o acesso à tecnologia, envolvendo os governos, comunidade civil e as escolas, onde o efeito pode ser multiplicador. Entre os vários projectos, destaca-se um com o Uganda, onde estão a testar ideias, para "exportar" para 16 países diferentes. "Fizemos agora um acordo com a UNIDO (United Nations Industrial Development Organization) para testarmos algumas ideias principais, como a criação de uma plataforma que permite a todos os interessados ver on-line os investimentos que estão disponíveis em África e a facilitação do acesso à Internet pelos jovens africanos que já estão no mundo dos negócios", explicou. Agência Lusa - www.lusa.pt Comentários (0)
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