África
Mugabe explora disputa com Reino Unido por ser ex-potência colonial, diz delegação britânica | Mugabe explora disputa com Reino Unido por ser ex-potência colonial, diz delegação britânica |
| 07-Dez-2007 | |
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O Presidente do Zimbabué, Robert Mugabe, explora a disputa com Gordon Brown por o Reino Unido ser a ex-potência colonial deste país africano, acusou hoje a chefe da delegação britânica à Cimeira UE/África, Valerie Amos.
"Lidei com a situação no Zimbabué durante muitos", afirmou Amos, numa entrevista à rádio 4 da BBC, "e vi a forma como Robert Mugabe tentou explorar esta situação, em particular em explorar o facto de o Reino Unido ser a ex-potência colonial". "Isto não é apenas sobre o Reino Unido e o Zimbabué, é sobre a Europa e o Zimbabué, é sobre a comunidade internacional e a situação dos direitos humanos no Zimbabué", salientou. A ex-ministra para o Desenvolvimento Internacional, a quem o primeiro-ministro britânico pediu para o representar na cimeira, este fim-de-semana em Lisboa, voltou a defender a opção de Brown em faltar ao encontro. "Não há dúvida de que esta cimeira se transformaria num circo mediático se o primeiro-ministro britânico estivesse lá com Mugabe e penso que é seu direito ter decidido manter-se fiel aos seus princípios em relação à situação no Zimbabué", vincou. Valerie Amos recusou as críticas ao facto de o programa da cimeira elaborado ela presidência portuguesa não prever discussões sobre o Zimbabué ou sobre o Sudão, adiantando que haverá discussões à margem do encontro. "A cimeira vai olhar para cinco grandes temas, incluindo governação e direitos humanos, e claro que haverá oportunidade para encontros à margem da cimeira para tratar destes assuntos bastante complicados e difíceis", sustentou. Apesar de não estar presente, Gordon Brown mantém-se disponível para cumprir o compromisso feito juntamente com o Presidente francês, Nicolas sarkozy, de se deslocar ao Sudão, "se isso ajudar o processo a avançar" na resolução do conflito no Darfur, diz Amos. Sobre o Zimbabué, Londres apoia ainda os "esforços do Presidente [sul-africano Thabo] Mbeki na mediação para reunir a oposição e o governo para que a democracia possa ser restaurada". "A situação no Zimbabué é terrível, com quatro milhões de zimbabueanos dependentes de ajuda alimentar e outros quatro milhões que fugiram (do país)", descreveu. A baronesa admitiu a importância de a Cimeira UE/África, a segunda após a primeira edição em 2000. "A relação entre a UE e o continente africano é muito importante e esta cimeira é sobre dar forma a uma nova parceria", comentou. A II Cimeira UE/África reunirá sábado e domingo mais de uma centena de delegações, entre países membros da União Africana e da União Europeia, para além de outras nações e instituições convidadas. Agência Lusa - www.lusa.pt Comentários (0)
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