| Presidente mauritaniano denuncia falta de alternância em África |
| 23-Mai-2006 | |
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O Presidente mauritaniano, Ely Ould Mohamed Vall, apontou, no fim-de-semana em Nouakchott, a ausência de mudança na chefia dos Estados africanos como a base das crises que afectam o continente. "A ausência de alternância democrática em vários países africanos onde uma pessoa pode monopolizar o poder e permanecer durante 15, 20, 25 ou 30 e mesmo 40 anos se as condições o permitirem está na origem de todas as crises que conhece o continente", disse. O presidente do Conselho Militar para a Justiça e Democracia (CMJD) e chefe de Estado desde Agosto de 2005 após um golpe de Estado fez estas declarações diante da população da cidade de Zouerate (900 quilómetros a norte da capital Nouakchott ao lado da fronteira com a Argélia) onde se encontra em digressão desde sexta-feira passada. O coronel Ely Ould Mohamed Vall, cujas declarações foram reproduzidas pela agência mauritaniana de notícias (AMI), sublinhou que um líder que fica no poder um período tão longo, que pensa não ter contar a prestar a ninguém, ele diz que o quando o momento chegar cederá o poder a um delfim que ele escolherá. "Semelhante estilo de gestão do poder está na origem seja dum golpe de Estado militar ou duma medida de segurança e de ódio (...)", acrescentou o chefe de Estado mauritaniano, que derrubou o regime do Presidente Maaouya Ould Taya. Defendendo a alternância do poder e a ruptura radical com a história da Mauritânia que nunca registou este "modo de transmissão civilizada" do poder após 46 anos de independência, o chefe da Junta Militar apelou à população a votar massivamente "Sim" no referendo constitucional de 25 de Junho próximo. O referendo de Junho será seguido de eleições gerais que excluem os membros da Junta Militar e do governo. A Lei fundamental modificada limita a dois o número dos mandatos do Presidente da República. PANAPRESS - www.panapress.com Comentários (0)
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