| Presidente nigeriano denuncia patrocinadores de conflitos em África |
| 24-Jan-2006 | |
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O Presidente da Nigéria e da União Africana (UA), Olusegun Obasanjo, apelou segunda-feira a todas as pessoas que incitam o conflito em África para desistir e respeitar mais o povo do continente.
"Precisam de dar ao nosso continente uma oportunidade para reflectir, planear, organizar, mobilizar os recursos, reforçar as instituições e promover a democracia e o desenvolvimento", disse Obasanjo durante a abertura da cimeira da UA na capital sudanesa. Apelou à Etiópia e à Eritreia, actualmente em conflito fronteiriço, para moderarem as suas posições e cooperarem com a comunidade internacional para uma resolução acelerada do conflito. A crise fronteiriça entre os dois países agravou-se no ano passado com os dois países a enviarem tropas para a zona de segurança provisória. A Eritreia limitou também os voos das Nações Unidas na área da fronteira em disputa e ordenou a expulsão dos capacetes azuis das nações europeias. Sobre o conflito na conturbada província oeste-sudanesa de Darfur, Obasanjo, que presidiu à UA durante 18 meses, afirmou que apesar dos esforços feitos pela Missão da UA no Sudão (AMIS), a insegurança prevalece ao passo que a situação humanitária não melhorou. "A resolução da crise de Darfur é importante para a paz e a estabilidade do Sudão e de toda a região. Deixem-me dizer categoricamente às partes envolvidas nas negociações intersudanesas em curso que não podemos aceitar mais atrasos para chegar às estrategias viáveis. Devem então propor soluções que vão ajudar a restaurar a paz na região para permitir às pessoas retomar uma vida normal", declarou. Sobre a Somália, Obasanjo disse que a situação se complicou mais ainda com a recusa da ONU de levantar a sua proibição de armas para permitir à Autoridade Intergovernmental sobre a Missão de Apoio para o Desenvolvimento da Paz (IGASOM) desdobrar tropas no país. "O outro factor que impede o progresso na realização da paz na Somália é a falta de recursos necessários para continuar a agenda da UA nesta nação", acrescentou. A cimeira de dois dias tem como tema "Educação e Cultura" e os líderes africanos devem abordar várias questões, incluindo a proposta para a criação de uma organização continental vocacionada para a educação e cultura. PANAPRESS - www.panapress.com
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