| Presidente nigeriano promete retirar-se da vida política |
| 20-Jun-2006 | |
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O Presidente nigeriano, Ol usegun Obasanjo, reafirmou a sua intenção de se instalar na sua fazenda de Ota, situada perto de Lagos e dedicar o resto da sua vida ao serviço comunitário quando terminar o seu mandato no próximo ano. Obasanjo elogiou as realizações da sua administração, particularmente no domínio das reformas económicas e do combate contra a corrupção, negando ao mesmo tempo qualquer repressão contra a imprensa. De acordo com um comunicado do Palácio presidencial de Abuja distribuído domingo, Obasanjo falou em vários fóruns em Londres, onde participou num encontro de dois dias do Conselho de Investimento Internacional sobre a Nigéria. Os dois mandatos constitucionais de quatro anos do Presidente nigeriano terminam em Maio de 2007. Sobre as tentativas dos seus partidários para emendar a Constituição do país e permitir-lhe candidatar-se a um terceiro mandato, mas rejeitadas pelo Parlamento nigeriano, Obasanjo disse que haverá uma “transição e sucessão tranquilas” para um novo Presidente eleito em 2007. “Enquanto estiver vivo, quero reformar-me para a humnaidade e Deus. Prestarei serviço comunitário e considero todo o país como minha comunidade”, declarou. Prometeu igualmente dedicar parte do seu tempo a questões como a mobilização sobre a necessidade imperiosa para o desenvolvimento da agricultura, a promoção da boa governação e de uma melhor liderança na Nigéria e em África. Comentando sobre uma polémica recente à volta do montante exacto das reservas do país em divisas, Obasanjo disse que até 1999 elas eram de três biliões e 700 milhões dólares americanos. "Hoje, são mais de 34 biliões de dólares americanos", acrescentou. Quanto às alegações de que tais reservas eram menores do que o montante declarado, Obasanjo respondeu: "Alguns nigerianos confundem receitas não gastas com reservas em divisas". Obasanjo negou também que exista uma repressão crescente sobre a imprensa nigeriana por ordens da Presidência da república. “Acredito que sou um dos Presidentes mais tolerantes do mundo e que um jornalismo responsável tem um papel a desempenhar no desenvolvimento”, disse. De acordo com ele, o jornalismo responsável é aquele baseado em “factos, opiniões e comentários sinceros mas não fabricações, rumores e ser pago por exaltar mentiras e cobrir a verdade”. Na semana passada, um jornalista da televisão privada “African Independent Television (AIT)” ficou detido durante mais de 24 horas devido a uma reportagem transmitida na estação televisiva. PANAPRESS - www.panapress.com Comentários (0)
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