| Professora britânica presa no Sudão passa "muito bem", diz filho |
| 01-Dez-2007 | |
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Gillian Gibbons, a professora britânica condenada no Sudão por permitir que seus alunos pusessem o nome de Maomé num urso de pelúcia, está suportando "muito bem" a situação pela qual está passando, disse hoje seu filho, John Gibbons, que teve a chance de conversar com ela.
"Foi agradável ouvir a voz dela. Ela está muito bem, parecia forte. Espero falar com ela de novo hoje", afirmou o jovem à imprensa em Liverpool (norte da Inglaterra), onde vive. John acrescentou que não pretende viajar ao Sudão, já que a família acredita que a situação será solucionada "o mais breve possível". "O Ministério de Assuntos Exteriores esteve o tempo todo em contato comigo, e o ministro (David Miliband) me ligou na noite de sexta-feira" para comunicar que o Governo britânico está fazendo o possível para resolver a questão. Dois lordes muçulmanos britânicos estão no Sudão para tentar conseguir a libertação da professora, condenada na quinta-feira a 15 dias de prisão e à deportação por ofender a religião islâmica. Nazir Ahmed, o primeiro muçulmano a chegar à Câmara dos Lordes, e a baronesa Sayeeda Hussain Warsi devem visitar Gillian Gibbons, de 54 anos, e se reunir com o presidente sudanês, Omar Hassan Ahmad al-Bashir, e as autoridades judiciais. O Ministério de Assuntos Exteriores afirmou que a visita acontece paralelamente às tentativas do Governo britânico de conseguir a libertação de Gillian. A professora foi transferida pelos responsáveis do presídio feminino de Omdurman, ao leste da capital sudanesa, para um local secreto, com o objetivo de garantir a segurança da britânica. Segundo fontes policiais, a mudança foi motivada pelas ameaças feitas à professora numa grande manifestação em Cartum após as orações de sexta-feira, na qual uma multidão ameaçou matá-la e exigiu que fosse fuzilada. Gillian Gibbons foi detida no domingo passado, depois que o Ministério da Educação sudanês recebeu queixas de que ela tinha permitido a seus alunos do primário que batizassem um urso de pelúcia como Maomé (Mohammed, em árabe). EFE Comentários (0)
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