| UA encoraja participação das mulheres na resolução de conflitos |
| 20-Jun-2006 | |
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Decisores políticos, pesquisadores e activistas reúnem-se de 22 a 23 de Junho corrente na capital gambiana, Banjul, para estudar estratégias conducentes a uma participação integral da mulher na prevenção e resolução de conflitos em África. Durante os debates que antecedem a abertura da VII sessão ordinária da cimeira da UA agendada para 1 a 2 de Julho próximo, os participantes vão projectar os alicerces da edificação de uma governação inclusiva e sensível à mulher em África, em particular nos países saídos de conflitos armados. A Direcção da Mulher, Género e Desenvolvimento (DMGD) da UA, entidade organizadora do evento, reconhece numa nota que o continente africano registou alguns progressos na redução do fosso entre os homens e as mulheres nas áreas de educação básica e participação na política. Todavia, argumenta, há ainda um longo caminho a percorrer para se alcançar o terceiro Objectivo de Desenvolvimento do Milénio relativo à promoção da igualdade do género e capacitação da mulher. Sob a designação de “Fórum Pré-Cimeira da UA”, o encontro de Banjul vai destacar as questões de género e governação e propor estratégias para reduzir o impacto dos conflitos sobre as mulheres, incluindo a violência baseada no género. As discussões vão fundar-se nos compromissos assumidos pelos chefes de Estado e de governo da UA durante a sua II sessão ordinária decorrida em Maputo em Julho de 2003 que adoptou o Protocolo à Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos sobre os Direitos da Mulher em África. Nos termos desse Protocolo, os líderes africanos reafirmaram o princípio da promoção da igualdade de género e da garantia de uma participação efectiva da mulher africana como parceira de desenvolvimento. A nota da DMGD lembra que, nas últimas duas décadas, África foi assolada por vários conflitos armados e que alguns países do continente saídos dessas situações de guerra como a Serra Leoa, a Libéria, o Ruanda, o Burundi e a RD Congo estão neste momento a elaborar sistemas de governação e a adoptar Constituições mais inclusivas do género. Entre os participantes no Fórum da Mulher de Banjul, estarão representantes das organizações da sociedade civil, das Comunidades Económicas Regionais (CER), dos órgãos da UA, do Banco Africano de Desenvolviemento (BAD), das agências das Nações Unidas e de outros parceiros de desenvolvimento. PANAPRESS - www.panapress.com Comentários (0)
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