| Unicef: Pais entregaram filhos a Arca de Zoé achando que eles iriam à escola |
| 28-Nov-2007 | |
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A representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Chade, Mariam Coulibaly Ndiaye, assegurou hoje em Genebra que a maioria dos pais que entregaram seus filhos à ONG francesa Arca de Zoé pensava que as crianças iriam para uma escola.
"A maioria dos pais com os quais pudemos falar disseram que os representantes da Arca de Zoé informaram que iriam levar as crianças para uma escola situada no próprio Chade e poderiam ser visitadas periodicamente", assegurou Ndiaye em entrevista coletiva. A funcionária do Unicef afirmou que os membros da ONG diziam que as crianças seriam levadas para "uma escola no leste do país, onde seriam cuidadas, tanto em alimentação como em saúde". Ndiaye afirmou que algumas das crianças foram atraídas com balas e que os 82 meninos e 21 meninas - com idades entre seis meses e dez anos - provinham de povoados "e não de campos de refugiados". O processo de identificação dos familiares das 103 crianças que seriam transferidos ilegalmente à França continua em andamento e deverá se prolongar por outros dez dias, pois os povoados são de difícil acesso. Até o momento, os funcionários do Unicef receberam cerca de 90 adultos que afirmam ser os pais de algumas das crianças, mas segundo a funcionária do organismo, o processo deverá ser feito com prudência, pois todas as crianças afirmaram ter um ou os dois pais vivos. Ndiaye disse que a situação envolvendo o Arca de Zoé ocorreu em função de "erros de funcionamento" e assegurou que para evitar situações semelhantes o Executivo chadiano deveria implementar duas ações. "Deve-se criar uma base de dados sobre as ONGs que trabalham realmente com crianças e, sobretudo, fazer visitas surpresa periodicamente no local em que atuam, para controlar sua tarefa", acrescentou. Ndiaye informou que o Unicef está em negociações com o Governo espanhol para fechar um acordo de cooperação para ajudar as crianças do leste do país, calculadas em entre 400 mil e 450 mil. EFE Comentários (0)
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