Cabo Verde
Índice de Desenvolvimento Humano 2006: Cabo Verde caiu um lugar e é 106º no ranking mundial | Índice de Desenvolvimento Humano 2006: Cabo Verde caiu um lugar e é 106º no ranking mundial |
| 09-Nov-2006 | |
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O país recuou uma posição no ranking mundial de desenvolvimento humano — caiu de 105º para 106º numa lista de 177 países e territórios, aponta o Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) 2006, divulgado nesta quinta-feira pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O IDH cabo-verdiano tem estado sempre à volta das mesmas posições. Em 2004 o país estava em 105º, posição essa que manteve em 2005, para cair uma posição este ano fruto do novo modelo de cálculo que o PNUD introduziu de forma a melhorar a comparação entre os países. À excepção de Moçambique, que mantém a mesma posição de 2005 (168ª) embora continue a apresentar um índice baixo de desenvolvimento humano, todos os países de língua oficial portuguesa desceram na tabela. Depois de Portugal, o mais bem classificado é o Brasil, no 69º lugar, que se mantém como sexto classificado do grupo de países com um desenvolvimento humano considerado médio (da 64ª à 146ª posição) mas desceu seis lugares em relação a 2005. O pior classificado é a Guiné-Bissau, no 173º lugar, a apenas quatro do último e um abaixo do alcançado no relatório de 2005. Pelo meio estão Cabo Verde, que desceu do 105º para o 106º, São Tomé e Príncipe, que desceu do 126º para o 127º e Timor-Leste, que depois de subir 18 lugares em 2005 desce dois em 2006, classificando- se agora na 142ª posição. Angola, Moçambique e Guiné-Bissau estão no fundo da tabela, respectivamente nos lugares 161, 168 e 173, no grupo de países com um índice de desenvolvimento humano considerado baixo (inferior a 0,500). Angola e Moçambique, por exemplo, estão entre os dez países do mundo com a mais baixa esperança média de vida à nascença: 41 e 41,6 anos, respectivamente. Atrás deles, nesta matéria, estão a Serra Leoa (41 anos), Malaui (39,8), República Centro-Africana (39,1), Zâmbia (37,7 anos), Zimbabué (36,6), Lesoto (35,2), Botsuana (34,9) e Suazilândia (31,3). No pólo oposto, estão o Japão, com uma esperança média de vida à nascença de 82,2 anos, Hong Kong (81,9) e Islândia (80,9). Em Portugal a esperança média de vida é de 77,5 anos e em Cabo Verde, o país africano de língua portuguesa mais bem colocado nesta matéria, de 70,7. O índice é de 0.721 resultado que mantém o país para lá do "top 100". Cabo Verde está no grupo médio de desenvolvimento humano (IDH entre 0,500 e 0,799), fora, portanto, do grupo de 63 nações de alto desenvolvimento humano, que tem a Noruega no topo pelo sexto ano consecutivo (IDH de 0,965). Quanto mais perto de 1, maior o desenvolvimento humano. Os 10 últimos são todos africanos com os lusófonos Moçambique e Guiné-Bissau no grupo. Em último está o Níger antecediso pela Serra Leoa e pelo Mali. Os lusófonos 27º Portugal, 0.904 Os 10 primeiros Os 10 últimos O Relatório de Desenvolvimento Humano, apresentado na Cidade do Cabo (África do Sul) pelo Pnud, organismo que elabora desde 1990 o ranking, mostra novamente a lista liderada pela Noruega e fechada pelo Níger. Mudanças metodológias Segundo a ONU, como o estudo usa indicadores e metodologias que foram revisados e aperfeiçoados pelas fontes produtoras dos dados, o IDH não pode ser comparado aos dos relatórios anteriores. Porém, a fim de possibilitar que sejam verificadas tendências no desenvolvimento humano, o RDH 2006 usou as novas séries estatísticas não só para calcular o IDH de 2004, mas também para recalcular o IDH de 2003 e de outros seis anos de referência: 1975, 1980, 1985, 1990, 1995 e 2000. Assim, o ranking do RDH 2005 foi refeito com base na nova metodologia e em dados mais recentes. Os Relatórios sempre se referem ao IDH de dois anos antes. O IDH é a síntese de quatro indicadores: PIB (Produto Interno Bruto) per capita, expectativa de vida, taxa de alfabetização de pessoas com 15 anos ou mais de idade e taxa de matrícula bruta nos três níveis de ensino (relação entre a população em idade escolar e o número de pessoas matriculadas no ensino fundamental, médio e superior). Do relatório de 2005 para o de 2006, a principal mudança no cálculo do IDH ocorreu nesse último indicador. Em edições anteriores, os dados de 32 países (como Brasil, Argentina, Reino Unido e Suécia) incluíam os números dos programas de educação para adultos. Agora, esses dados foram excluídos, para tornar mais precisas as comparações com outros países. O relatório está disponível online no endereço: http://hdr.undp.org/ Comentários (0)
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