Cabo Verde
MAA organiza atelier de validação do plano de acção e legislação sobre a biosegurança | MAA organiza atelier de validação do plano de acção e legislação sobre a biosegurança |
| 10-Out-2007 | |
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O Ministério do Ambiente e Agricultura (MAA), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA) e do Fundo Mundial para o Ambiente (FEM) organiza hoje, na Praia, um atelier de validação do plano de acção e legislação-quadro sobre a biosegurança.
O evento, que decorre na Biblioteca Nacional, tem por objectivo analisar e validar o plano de acção e o projecto diploma legislativo, no quadro do projecto sobre a biodiversidade em Cabo Verde. O director-geral do Planeamento, Orçamento e Gestão, Carlos Monteiro, em representação da ministra do Ambiente e Agricultura, Madalena Neves, considerou que com a aprovação dos documentos, Cabo Verde passará a «conviver mais adequadamente» com os organismos geneticamente modificados, uma vez que estes «passarão a estar melhor enquadrados e regulamentados» no ambiente das nossas ilhas, nos próximos anos. Sendo assim – acrescentou esse responsável –, Cabo Verde vai, a partir de agora, dar um primeiro passo na «regulamentação, comercialização, produção e consumo de forma consciente», dos organismos geneticamente modificados. «E não podia ser diferente, pois que estamos numa época de intensa troca de bens e de interdependência dos povos», assegurou. Carlos Monteiro garantiu, contudo, ser necessário que as instituições vocacionadas «conheçam, adoptam e regulamentem» esta inovação tecnológica, de forma cuidadosa e responsável, procurando salvaguardar o nosso património genético de origem vegetal e animal e, particularmente, a saúde humana. Para aquele dirigente, a instituição responsável pela gestão da complexidade dos organismos geneticamente modificados deverá responder sobretudo à problemática da qualidade alimentar e ambiental, pois que se trata de alimentos e produtos de origem animal e vegetal que vão circular no país. «Pelas suas características conhecidas e menos conhecidas, irão fazer parte da cadeia alimentar, podendo ou não causar doenças no género humano», frisou. Carlos Monteiro defendeu que o projecto de diploma ora apresentado, que absorve as recomendações do Protocolo de Cartagena e Convenção sobre a Diversidade Biológica, deverá estar também em sintonia com a cultura organizacional do nosso país. Inforpress - www.inforpress.cv Comentários (0)
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