Cabo Verde
Presidente da República pede moderação pós eleitoral | Presidente da República pede moderação pós eleitoral |
| 14-Mar-2006 | |
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A mensagem de Pedro Pires, que toma posse para o seu segundo mandato no próximo dia 22, surge depois de o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) ter declarado improcedentes os pedidos de impugnação das legislativas de Janeiro e das presidências de Fevereiro em Cabo Verde. As legislativas de 22 de Janeiro, ganhas com maioria absoluta pelo Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), foram impugnadas pelo maior partido da oposição, o Movimento para a Democracia (MpD), enquanto as presidenciais de 12 de Fevereiro, em que Pires renovou o mandato, foram impugnadas pelo candidato derrotado, Carlos Veiga, apoiado pela oposição. Na mensagem, Pedro Pires lembrou que, no seguimento dos dois processos eleitorais, «o país viveu momentos de sobressalto a que podia ser poupado» e apelou para que sejam tiradas as devidas conclusões para o futuro desta experiência. O Presidente da República reeleito lembrou que «alguns actores políticos» deitaram mão a todos os recursos previstos na lei em defesa de «direitos, interesses e pontos de vista», esgotando os trâmites «legais e legítimos» de recurso, «cabendo agora a todos acatar, de boa fé, e respeitar as decisões desses órgãos de soberania». Pires admitiu que, em períodos de campanha eleitoral «registam-se sempre excessos, atropelos e ofensas que deixam marcas», mas, apontando os «interesses nacionais e do destino comum» como referências maiores, pediu que «tudo seja ultrapassado» porque, «afinal, o país é de todos e para todos». «Impõe-se evitar a polarização de posições», defendeu ainda Pires, acrescentando que a sociedade cabo-verdiana deve colocar-se, «de preferência», no campo do «equilíbrio e da moderação», decorrendo esta «necessidade de prudência e de rejeição de extremos» do «interesse nacional». Pedro Pires, que toma posse para o seu segundo e último mandato no próximo dia 22, pediu ainda para que, «sem delongas», o país «regresse à sua vida normal», porque os únicos inimigos que Cabo Verde tem são «o atraso, a ignorância e a pobreza». «Por isso, esta é a hora para ultrapassar as clivagens e quezílias decorrentes das campanhas eleitorais e relançar e reforçar o espírito de cooperação», disse. A concluir a sua mensagem ao país, Pires afirmou que «em nome dos interesses superiores de Cabo Verde», exige-se um «esforço acrescido de cada um» para ultrapassar «divisões, querelas e mágoas» decorrentes das campanhas eleitorais. Depois de, sábado passado, o Supremo Tribunal de Justiça de Cabo Verde ter declarado improcedente o pedido de impugnação das presidenciais, apresentado por Carlos Veiga, o queixoso ainda não se pronunciou sobre o assunto. Anteriormente, em comentários ao anúncio dos resultados das presidenciais, em que obteve menos de 3.500 votos do que Pedro Pires, embora tenha ganho por escassos 24 votos no arquipélago, tendo a diáspora feito a diferença a favor de Pires, Carlos Veiga afirmou que a sua «luta» iria até onde fosse preciso. Diário Digital / Lusa Comentários (0)
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