Cabo Verde
UCID demarca-se das acusações de fraude eleitoral em Cabo Verde | UCID demarca-se das acusações de fraude eleitoral em Cabo Verde |
| 29-Jan-2006 | |
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A União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), partido da oposição que conseguiu eleger pela primeira vez dois deputados no Parlamento, demarcou-se das acusações de fraude nas eleições legislativas de 22 de Janeiro feitas pelo Movimento para a Democracia (MPD).
O líder da UCID, António Monteiro, disse sexta-feira em conferência de imprensa que as acusações do presidente do MPD, Agostinho Lopes, sobre fraude nas eleições são "muito fortes", uma vez que podem trazer "péssima imagem", criar "instabilidade política", "periga a estabilidade e põe em causa a boa imagem de Cabo Verde". António Monteiro disse estranhar o facto de só agora o presidente do MPD vir contestar, da forma como fez, as eleições após ter aceite a derrota no dia anterior. Para a UCID a diferença de votos entre o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, no poder) e o MPD, de mais 14 mil a favor do primeiro, é "enorme, abismal mesmo" pelo que "não entende" que seja devido à fraude que o partido vencedor tenha ganhado as eleições. "O MPD e o seu presidente não podem agora, depois de as eleições terem sido realizadas, vir questionar os resultados da forma como o fizeram", defendeu António Monteiro. O líder da UCID sustentou que o MPD, maior partido da oposição, teve acesso aos cadernos eleitorais e às várias informações, pelo que a posição assumida depois de ter reconhecido a derrota e a vitória do PAICV e de José Maria Neves não faz sentido. Por isso, a UCID pede à Comissão Nacional de Eleições (CNE) e ao Supremo Tribunal de Justiça para que se "debruçarem rapidamente" sobre essa matéria e dêem "resposta urgente" aos anseios das populações. O presidente do maior partido da oposição anunciou, quinta-feira, que o MPD vai pedir à CNE a repetição do acto eleitoral, uma vez que considera que o processo eleitoral que ditou a vitória do PAICV foi marcado por graves irregulares que deturparam a vontade popular. As declarações de Agostinho Lopes provocaram de imediato uma onda de reacções de condenação da atitude do líder do MPD, visto que as mesmas põem em causa a estabilidade do país numa altura em que Cabo Verde se encontra em campanha eleitoral para as eleições presidenciais de 12 de Fevereiro próximo. PANAPRESS - www.panapress.com
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