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Angola: Federação das ONG diz que dependência do petróleo não favorece economia do país
07-Dez-2007
O presidente da federação das organizações não-governamentais angolanas, Joaquim Lauriano, afirmou hoje que a sobrevalorização do petróleo em Angola não tem favorecido a situação económica do país. "Se Angola não fosse tão dependente do petróleo, teríamos investido noutras áreas e estaríamos mais desenvolvidos economicamente neste momento", disse Joaquim Lauriano, à margem da conferência "Biocombustíveis: política verde".

"A elevada dependência do petróleo não só gera graves problemas ambientais, como tem sido responsável pelo desencadear de algumas guerras no mundo", assinalou o presidente da federação das ONG angolanas, acrescentando considerar muito negativo que os combustíveis fósseis ainda sejam utilizados como uma monocultura.

Para Joaquim Lauriano a solução para esta dependência deveria ser a utilização do biodisel como uma energia alternativa.

No Brasil, o ministro Conselheiro da Embaixada do Brasil, José Carlos Leitão, afirmou que a política é de aumentar a produção de biocombustíveis para 820 milhões de litros até 2008.

"Os biocombustíveis têm ganho importância com o aumento do preço do petróleo, que é muito sensível à instabilidade política dos principais países produtores", assinalou José Carlos Leitão, referindo que "é imprescindível, em termos de economia e ambiente, que os outros países comecem a incentivar as políticas de produção de biodiesel".

Por outro lado, para a Quercus é necessário ter uma posição de cautela em relação à produção de biocombustíveis por esta também poder ter bastantes desvantagens, segundo o representante João Farinha.

"A produção intensiva já está a ter impactos graves no Brasil com o desgaste do solo, da água e da destruição de florestas tropicais", salientou à Lusa o membro da Quercus, acrescentando que a posição da associação ambiental é de que sejam feitos estudos para encontrar as culturas que melhor se adaptem a esta produção sem correrem o risco de poderem ser destruídas.

"Somos a favor da produção dos biocumbustíveis desde que esta siga determinados critérios de sustentabilidade, para que os diferentes climas não percam a sua biodiversidade", concluiu João Farinha.

Agência Lusa - www.lusa.pt
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