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Angola - 32 anos de independência: Festa da libertação à espera de eleições
11-Nov-2007
Angola assinala hoje o 32.º aniversário da independência num ambiente de grande festa, decorrente da paz e estabilidade económica alcançadas, com as atenções voltadas agora para a preparação das eleições legislativas que o presidente José Eduardo dos Santos já admitiu poderem ocorrer entre Maio e Agosto do próximo ano. Um aniversário que mereceu a atenção redobrada das autoridades angolanas, que programaram actividades não só no país como também para as comunidades angolanas no estrangeiro. Em Portugal, o acto central foi celebrado ontem, sábado, no Pavilhão dos Congressos, em Lisboa, com inauguração de uma exposição, e actividades culturais.

Na sequência dos Acordos de Alvor – assinados pelo governo português e pelos líderes do MPLA, UNITA e FNLA, os três movimentos de libertação angolanos – Agostinho Neto, que se tornou no primeiro presidente de Angola, proclamou a independência perante centenas de milhares de pessoas concentradas onde hoje se encontra o Largo da Independência. Volvidas mais de três décadas, o país ainda não conseguiu sarar as profundas feridas da guerra civil. E as suas imensas riquezas naturais, nomeadamente o petróleo, ainda não conseguiram também ajudar a melhorar as condições de vida da população.

Alcançada a paz, o Estado angolano aposta na construção ou reabilitação de infra-estruturas rodoviárias, aeroportuárias, de saúde e de educação, entre outros sectores.

Contudo, a pobreza é ainda assustadora, sobretudo no interior mas também nas grandes cidades. Na capital, Luanda, onde vivem mais de cinco milhões de pessoas, a maioria da população enfrenta o desemprego e baixos salários. Só 50% dos habitantes da cidade tem acesso a água potável e apenas 30% dispõe de saneamento básico. A mortalidade infantil é elevadíssima e o número de casos de sida continua a crescer, estimando-se que mais de seis por cento da população esteja infectada.

Correio da Manhã - www.correiomanha.pt
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