| Angola apóia uso de energia nuclear para desenvolvimento |
| 30-Out-2007 | |
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Angola considera que a aplicação da energia atômica para fins pacíficos é de importância extrema para países em desenvolvimento por ajudar na melhoria das condições socioeconômicas.
A defesa do argumento foi apresentada pelo representante permanente de Angola junto aos Escritórios das Nações Unidas em Viena, o embaixador Fidelino de Figueiredo, que acrescentou que Luanda reconhece o "direito inalienável" de todos os Estados de produzir energia nuclear para fins pacíficos. "O meu governo saúda e apóia a iniciativa de ajudar os países em desenvolvimento interessados em pequenos e médios reatores (SMR5), de forma a abordar o desenvolvimento econômico, ao mesmo tempo protegendo o ambiente e garantindo a segurança", disse o diplomata angolano. Fidelino de Figueiredo falou sobre o tema durante os trabalhos da 62ª Sessão da Assembléia Geral da ONU, que acontecem em Nova Iorque desde o fim de setembro. Figueiredo disse ainda que, para encorajar maior independência por parte dos Estados-membros, a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) deve ajudar a construir, fortalecer e manter capacidades nacionais e regionais para o uso de tecnologia nuclear de forma "segura e sustentável". "O Programa de Cooperação Técnica ajuda os países em desenvolvimento a corresponder às tecnologias apropriadas às necessidades identificadas, edificando competências e perícia técnicas nacionais pertinentes", adiantou. Segundo o diplomata africano, o governo de Angola considera importante reforçar o monitoramento da aplicação do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares e de promover o desarmamento global. Angola é membro da Aiea há oito anos e é beneficiada pelo apoio do Programa de Cooperação Técnica da Agência, que mantém nove projetos dedicados ao estabelecimento do primeiro centro de radioterapia, à introdução de técnicas de medicina nuclear em clínicas e ao monitoramento de resíduos de drogas de uso veterinário no país. Fazem ainda parte do projeto técnicas de isótopos para o estudo do efeito de biofertilizantes e fertilizantes inorgânicos, criação de mutações e estabelecimento de laboratórios de testes não-destrutivos para aplicações industriais. Agência Lusa - www.lusa.pt Comentários (0)
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