| Brasil: Ministro defende esforço internacional pelo «renascimento de África» |
| 21-Mar-2006 | |
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Ao receber no Palácio do Itamaraty, Brasília, os integrantes do Comité Internacional e Científico da II Conferência de Intelectuais da África e da Diáspora (II CIAD), o ministro Celso Amorim defendeu esforços no plano internacional «em prol do renascimento africano». Entre as autoridades africanas encontram-se o ministro da Cultura de Angola, Boaventura da Silva Cardoso, o membro do Conselho de Estado de Moçambique Marcelino dos Santos e o ministro dos Negócios Estrangeiros do Senegal, Cheik Tidiane Gadio. O Comité estará reunido até terça-feira em Brasília para preparar a II CIAD, um evento que reunirá cerca de mil intelectuais em Salvador, de 12 a 14 de Julho. A II CIAD dará sequência à Conferência de Intelectuais realizada em Dakar, no final de 2004. O evento em Salvador pretende reunir 15 chefes de Estado, além do secretário-geral da ONU e personalidades agraciadas com o Prémio Nobel, como Nelson Mandela e Desmond Tutu. Será a maior reunião de intelectuais internacionais já realizada no Brasil e o primeiro encontro de intelectuais africanos realizado fora da África. «A conferência envolve todos os países da África e a diáspora, mas nosso desejo é valorizar na II CIAD o papel da lusofonia e dos países de língua portuguesa no contexto africano e no relacionamento Brasil-África», disse à Lusa o chefe da Divisão de Assuntos Multilaterais Culturais do Itamaraty, Marcelo Dantas. Segundo o diplomata, todos os chefes de Estado dos países africanos de língua portuguesa foram convidados para a conferência em Salvador e já está confirmada a presença do Presidente de Cabo Verde, Pedro Pires. O tema da II CIAD, «A Diáspora e o Renascimento Africano», será analisado em grupos temáticos e sessões plenárias, a serem transmitidas em simultâneo para o Brasil, África e países da diáspora. As metas do milénio e a luta contra a pobreza, as migrações e o papel dos intelectuais são alguns dos focos das discussões. Durante a sessão de abertura da conferência, que deverá contar com a participação do presidente Lula da Silva, haverá uma homenagem ao senador Abdias do Nascimento, líder histórico do movimento negro brasileiro. De acordo com o Itamaraty, a escolha do Brasil para sedear a II CIAD é uma demonstração de reconhecimento do continente africano pela prioridade atribuída durante o governo de Lula da Silva às relações com a África. «Nunca o Brasil buscou tanto aproximar-se da África», assinalou o ministro Celso Amorim, lembrando que o presidente Lula da Silva já visitou 17 países do continente africano e recebeu um grande número de chefes de Estado da África desde que assumiu o poder. Diário Digital / Lusa Comentários (0)
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