| CPLP: 32 milhões de euros em projectos de cooperação |
| 21-Fev-2006 | |
|
Em conferência de imprensa após a XII Reunião de Pontos Focais de Cooperação da CPLP, o embaixador cabo-verdiano Luís Fonseca reconheceu que muitos projectos estão atrasados, devido sobretudo «à falta de financiamento e coordenação» entre os Estados membros da organização. Os responsáveis pela cooperação concluíram que é necessário «reforçar a coordenação de projectos considerados prioritários», nomeadamente para que vão ao encontro dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, definidos em 2000 pelas Nações Unidas. A contribuição da CPLP para os Objectivos do Milénio - que prevêem nomeadamente a redução da pobreza para metade, até 2015, e a aposta na saúde ou educação -, é o tema escolhido para a VI cimeira de chefes de Estado e de Governo, que se realiza em Julho na Guiné-Bissau, na comemoração dos dez anos da organização. Segundo Luís Fonseca, o projecto mais ambicioso de cooperação da CPLP é o de combate à SIDA, que ainda não arrancou «por falta de financiamento». A CPLP já teve um outro projecto na mesma área, avaliado em 28 milhões de euros, abandonado em 2001 depois de recusado pelo Fundo Global da ONU de combate à doença, por supostas irregularidades. O secretário-executivo da CPLP afirmou que estão a ser encaradas «outras hipóteses de financiamento através de outras instituições», além da ONU, referindo não poder adiantar ainda uma data provável para que seja colocado em prática, «porque ainda não há garantias». O novo projecto de combate à SIDA foi lançado pelo presidente português, Jorge Sampaio, na IV cimeira de Chefes de Estado, em Brasília, em 2002, e aprovado dois anos depois na Cimeira de São Tomé e Príncipe. Quanto aos restantes projectos de cooperação, o embaixador Luís Fonseca destacou a área da formação, que «tem sido a prioridade da CPLP» e que apesar de estar atrasada deverá começar ainda este ano». A saúde e o desenvolvimento rural constituem também fortes apostas de cooperação. Ao nível da saúde, está prevista a organização de um seminário sobre Malária em São Tomé e Príncipe e a criação de uma plataforma informática de acesso à informação para o tratamento de doenças tropicais, fruto de uma parceria com o Instituto de Higiene e Medicina Tropical português. Quanto ao financiamento, Luís Fonseca afirmou que estão a ser analisadas «as vias para conseguir uma maior participação das agências internacionais em projectos da CPLP». «Neste momento temos já alguns contactos, nomeadamente com o Banco Mundial, com o Banco Africano de Desenvolvimento e com a União Europeia», disse. Integram a CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Expresso África - http://africa.expresso.clix.pt Comentários (0)
![]() A VozDiPovo-Online quer saber a sua opinião sobre esta notícia. Comente
Os comentários são escrutinados, sendo excluídos todos os conteúdos racistas, xenófobos, difamatórios e atentatórios da boa imagem dos visados. Antes de deixar o seu comentário, registe-se aqui. É rápido e gratuito. Se já está registado, clique na "Área do Membro" situada no topo desta página.
|
| Quem Somos |
| Equipa |
| Estatuto Editorial |
| Regulamento Redactorial |
| Termos de Utilização |
| Ajuda |
| Fale Connosco |
| Mapa do Site |
| Pesquisa Avançada |