| Dívida externa de $ 1,1 bilião impede crescimento da Guiné-Bissau |
| 02-Nov-2007 | |
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A dívida externa da Guiné-Bissau, estimada em um bilião e 100 milhões de dólares americanos, constitui um grande obstáculo ao seu crescimento económico, declarou quarta- feira o ministro das Finanças, Issufo Sanha.
O ministro das Finanças precisou que a dívida representa cinco vezes o Produto Interno Bruto (PIB) da Guiné-Bissau. Falando durante uma conferência de imprensa para anunciar a chegada a Bissau, a 6 de Novembro próximo, duma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), Sanha disse ser "urgente" que o programa pós- conflito do país seja aprovado pelas instituições financeiras internacionais. Adiantou que só uma anulação de mais de 90 por cento da sua dívida poderia permitir à Guiné-Bissau ser admitida na iniciativa dos Países Pobres Altamente Endividados (HIPC) e dispor de fundos necessários para o apoio ao seu crescimento económico. "Penso que o único desafio a enfrentar agora é o crescimento económico que deve ser elevado para 4 por cento, porque 2/3 da nossa população vive com menos de dois dólares americanos por dia", disse. Anunciou que o Banco Mundial vai conceder uma ajuda de emergência de 11 milhões de dólares americanos à Guiné-Bissau em 2007 e 10 milhões de dólares americanos de apoio orçamental em 2008, acrescentando que a instituição de Bretton Woods vai apoiar os esforços do Governo no saneamento das finanças públicas. Aproveitou a ocasião para falar do serviço da dívida de Bissau que se avalia, de acordo com ele, em 36 milhões de dólares americanos anualmente. "A Guiné-Bissau não pode honrar anualmente a sua dívida externa, por isso ela tem tendência a acumular-se porque ela tem uma capacidade de pagamento de cinco milhões de francos CFA (10 mil e 495 dólares americanos) por ano", afirmou. Sanha indicou que o crescimento económico da Guiné-Bissau foi estimado em 0,8 por cento em 2006 devido ao fracasso da campanha de comercialização da noz de caju, durante a qual 20 mil toneladas não conseguiram ser exportadas. Este ano, mais de 90 mil toneladas de noz de caju foram exportadas, o que elevou o crescimento para 2,5 por cento, uma taxa, de acordo com ele, "insuficiente para aliviar a pobreza". Lembrou que o rendimento percápita, estimado em 230 dólares americanos antes da guerra civil de Junho de 1998, caiu para menos de 200 dólares americanos actualmente. Defendeu que "o Governo deve instaurar o seu programa de saneamento das finanças públicas para pagar os atrasos de salários dos funcionários públicos de Fevereiro e Março". Explicou que o Governo necessita de quatro biliões de francos CFA (oito milhões e 396 mil dólares americanos ) para pagar os atrasados internos (pensões dos antigos combatentes, honorários das Embaixadas e outros). Evocando a questão do tráfico de droga no país, Sanha reconheceu que a Guiné-Bissau "é uma placa giratória do narcotráfico na sub-região", afirmando que o fenómeno vai minar os esforços já feitos com vista a tirar o país do marasmo económico se o Governo não puser termo. "Os jovens, que constituem 80 por cento da população, são as principais vítimas do tráfico de droga", deplorou. O ministro das Finanças declarou ter aproveitado a sua reunião de 22 a 26 de Outubro com peritos do FMI e do Banco Mundial para lançar um vibrante apelo aos parceiros de desenvolvimento para ajudara Guiné- Bissau a combater o tráfico de droga. PANAPRESS - www.panapress.com Comentários (0)
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