| Empresário português em Moçambique acusado maus-tratos a trabalhadores |
| 14-Set-2007 | |
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Os trabalhadores da ex-Sociedade Cerâmica (CIMOC) de Moçambique, sob gestão da Construtora do Mondego, detida por um português, acusam o proprietário de violar constantemente a lei laboral e maltratar os empregados, atitude descrita como “exploratória” e “racial”.
Numa carta a que a Lusa teve acesso, os 102 funcionários da CIMOC, que ontem se manifestaram junto ao escritório da Construtora do Mondego, em Maputo, dão conta de actos de violência física protagonizados pelo proprietário da empresa, o português Manuel Pereira, aos seus empregados. Queixam-se também de não receber salários há três meses. Os trabalhadores queixam-se ainda de nem sequer receberem o salário mínimo, nem mesmo os que têm mais de 20 anos de serviço. A mesma carta refere que o dono da cerâmica não respeita as recomendações sanitárias ao não fazer inspecções médicas periódicas, o que, afirmam, já ditou a morte de oito trabalhadores, vítimas de doenças pulmonares. Oito trabalhadores morreram “Por falta de inspecção médica periódica e de fornecimento do leite para a lavagem da poeira, há muitas doenças que culminaram na morte de oito trabalhadores” daquela fábrica de cerâmica, dizem. O documento destaca também actos de intimidação aos trabalhadores, alegadamente pela proximidade existente com alguns membros do governo moçambicano e o Presidente da República, Armando Guebuza. Numa reunião realizada no primeiro semestre do ano com o comité sindical da CIMOC, Magalhães terá ameaçado humilhar os seus empregados, supostamente por, na qualidade de patrão, possuir dinheiro e “ter grandes influências junto das autoridades” do país. “Vocês têm força e eu, vosso patrão, tenho dinheiro. Vou humilhar-vos até a última gota do vosso sangue”, terá dito Magalhães, segundo a carta dos empregados da CIMOC. A Lusa tentou hoje contactar o proprietário, mas não obteve resposta em tempo útil. Agência Lusa - www.lusa.pt Comentários (0)
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