| General australiano vai se reunir com líder timorense rebelde |
| 02-Jun-2006 | |
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O comandante das forças australianas no Timor Leste, Mick Slater, vai se reunir hoje com o líder dos militares rebeldes timorenses, o major Alfredo Reinado, para pedir que ele deponha as armas e acabe com a crise no país. Segundo um porta-voz militar australiano, Slater viajou de helicóptero para as montanhas, ao sul de Dili, onde Reinado se refugiou com seus homens. Eles são parte dos 600 soldados que foram dispensados do Exército do Timor em março. O major Reinado, que recebeu treinamento militar na Austrália, expressou nos últimos dias seu apoio à presença de tropas internacionais no Timor, a maior parte australianas. Elas chegaram a pedido das autoridades do país para tentar controlar a violência nas ruas de Dili. Ele também se disse fiel ao carismático presidente do Timor Leste, o antigo lutador pela independência Xanana Gusmão. Os rebeldes pedem a renúncia do primeiro-ministro, Mari Alkatiri, a quem culpam de começar a crise ao expulsar do Exército os soldados que pediam o fim dos privilégios entre os comandantes. A crise provocou mudanças no Governo, como a nomeação para o ministério da Defesa do chanceler José Ramos Horta, e de Alcino Biras como ministro do Interior. Mas Alkatiri, apesar de ser altamente impopular, continua no seu cargo. A revolta de Reinado foi o estopim para os confrontos violentos entre os habitantes do oeste (maioria) e a minoria do leste que controla o Governo e as Forças Armadas. Segundo o general Slater, as forças australianas conseguiram a cooperação de algumas das facções rebeldes, que se comprometeram a ficar fora de Dili para permitir a volta da tranqüilidade. Mas quadrilhas de jovens armados continuam atuando em alguns bairros e o começo de uma crise humanitária também tem levado a atos de saque e pilhagem. Agência EFE Comentários (0)
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