| Presidente angolano e oposição abordam preparação de eleições |
| 21-Jun-2006 | |
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O Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, analisou segunda-feira em Luanda com líderes da oposição várias questões ligadas à situação política e à preparação das segundas eleições gerais no país cuja data ainda carece de marcação. No final da audiência, o presidente da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA, principal partido da oposição), Isaías Samakuva, disse ter manifestado ao chefe de Estado preocupações sobre o registo eleitoral previsto para o segundo semestre deste ano. Samakuva adiantou que o Presidente José Eduardo dos Santos deu respostas aceitáveis às suas preocupações, notando, todavia, existir uma diferença entre o que afirma o chefe de Estado e o que é concretizado no processo de preparação das eleições. "Uma coisa é aquilo que o Presidente diz e outra é aquilo que fazem os que implementam as suas decisões, tanto mais que sabemos que ele legalmente não pode, nem deve interferir nos trabalhos da Comissão Nacional Eleitoral. Na prática, o que acontece deixa muito a desejar", deplorou Samakuva. Durante o encontro, o líder da UNITA abordou também com o Presidente angolano a suposta "intolerância política" que o maior partido da oposição diz existir no país contra os seus militantes e dirigentes e a reinserção social dos seus ex-militares. Disse ter pedido ao Presidente angolano a sua ajuda na tranquilização das mentes depois de cerca de 30 anos de guerra civil levada a cabo pelo seu ex-movimento rebelde transformado em partido político. Relativamente aos ex-combatentes, Samakuva lamentou que nem todos foram abrangidos pelo projecto de reinserção social. "Há alguns que receberam os subsídios, uma parte apenas, mas a maioria não recebeu absolutamente nada", afirmou, deplorando que os antigos militares da UNITA estão a viver na "indigência". Numa outra audiência, o Presidente angolano recebeu o presidente em exercício da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), Ngola Kabangu, que exprimiu o desejo de que as eleições sejam marcadas o mais cedo possível. No âmbito da preparação das segundas eleições gerais em Angola, 14 mil brigadistas serão recrutados para o processo de registo eleitoral. As primeiras eleições gerais realizadas em Setembro de 1992 foram ganhas pelo Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e pelo seu líder, José Eduardo dos Santos. PANAPRESS - www.panapress.com Comentários (0)
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