| Presidente brasileiro Lula admite nova disputa em 2014 |
| 14-Out-2007 | |
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu que pode disputar a presidência da República em 2014, em busca do seu terceiro mandato e descartou nova reeleição em 2010.
Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo neste domingo, o presidente disse que a disputa em 2014 dependerá da conjuntura do momento. "Essa coisa, se tiver de acontecer, a conjuntura do momento vai indicar. Até porque quero dar um exemplo de ex-presidente: quero deixar a presidência e não vou virar palpiteiro." Lula viaja na noite deste domingo para a África acompanhado de empresários dos setores de energia, construção, indústria aeronáutica e finanças. Em quatro dias, deve assinar acordos bilaterais com Burkina Faso, República do Congo, África do Sul e Angola. Apesar da admitir uma volta ao governo em 2014, Lula garante que em 2010 estará fora das eleições, pelo menos em candidatura própria. "A alternância de poder é educadora para a construção da democracia. Não existe ninguém insubstituível." O presidente também afirmou que apóia a emenda que acaba com a reeleição, desde que o mandato seja estendido para cinco ou seis anos. "Um mandato de quatro anos no Brasil é quase inadministrável. Vamos acabar com a reeleição e aumentar o mandato." O presidente defendeu para 2010 uma candidatura única dos partidos aliados em 2010. "É normal todo mundo achar que tem de ter candidato. Mas, entre achar e fazer, tem uma diferença muito grande." Disse ainda: “Tenho uma base de apoio com vários partidos. Todo o meu esforço será para uma candidatura única. É um sonho. Vai se concretizar? Não sei. Se tiver quatro candidatos no campo do governo, o governo vai ficar imobilizado. Daqui a pouco vai estar o PT brigando com o PMDB, que briga com o PSB, que briga com o PC do B, que briga com o PR, que briga com o PDT. Ficamos brigando entre nós e deixamos nossos adversários tranqüilos. Precisamos fazer a briga interna e construir a possibilidade de candidatura única. Há o cargo de presidente, de vice, dois Ele não descartou apoiar, se a base aceitar, uma eventual candidatura do governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), se o tucano entrar no PMDB. "Se entrasse no PMDB e fosse candidato da base, não teria problema nenhum. Mas precisaria saber se a base quer". Veja - http://vejaonline.abril.com.br Comentários (0)
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