| São Tomé: Revolta por anulação de candidaturas às eleições em Príncipe |
| 11-Jun-2006 | |
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Uma equipa governamental deslocou-se de emergência sábado à ilha do Príncipe para tentar travar a revolta da população local que discorda da decisão do Tribunal de Primeira Instância (TPI) são-tomense de rejeitar as candidaturas às eleições regionais e autárquicas agendadas para 9 de Julho próximo, soube a PANA de fonte oficial em São Tomé. O grupo revoltoso tomou de assalto as instalações do Governo Regional e fez saber que não vai abandonar o local enquanto não houver uma decisão sobre o problema que se instalou em São Tomé e Príncipe após o TPI ter decidido chumbar as 10 candidaturas de partidos políticos e grupos da sociedade civil que devem concorrer às eleições autárquicas e regionais por terem sido alegadamente apresentadas fora do prazo. Os inssurectos dizem que as eleições, que não se realizam há mais de uma década, terá que acontecer a todo custo na data fixada pelo Presidente da República, isto é 9 de Julho. A agitação tomou conta da ilha do Príncipe na sexta-feira por volta das 19 horas. Tudo começou quando um grupo de populares encabeçado pela União Para a Mudança e Progresso do Príncipe, que manifestou o seu apoio ao deputado do recém-criado partido Novo Rumo José Cardoso Cassandra, saiu à rua protestando contra a decisão do TPI. O protesto ganhou dimensão de revolta e o grupo confiscou todas as viaturas do Estado que circulam na ilha, arrombou as portas do edifício onde funciona o governo, da casa do presidente co Governo Regional e da residência do secretário da Assembleia Regional, ergueu barricadas queimando pneus na cidade de Santo António, e partiu o vidro traseiro da viatura do presidente da referida assembleia. A PANA apurou que a equipa governamental, composta pelos ministros da Administração pública Reforma do Estado e da Administração Territorial, Armindo Aguiar e o da Justiça, Justino Veiga em representação do titular da pasta da Defesa, reuniu-se sábado com a comissão dos revoltosos na tentativa de encontrar uma saída para o problema e devolver a tranquilidade e sossego que sempre foi característico da região. O TPI decidiu anular as candidaturas alegando a lei define 45 dias antes da data do escrutínio, precisando que algumas delas deram entrada no tribunal a 26 de Maio e outras mais tarde, quando o período de apresentação das mesmas terminou a 25 de Maio. Entretanto, os partidos políticos e grupos independentes de cidadãos que há vários meses investem dinheiro e tempo para a conquista do poder local haviam alertado que se a deliberação se mantivesse poderia haver "uma grande crise" em São Tomé e Príncipe. Na última quarta-feira a Comissão Nacional de Eleições (CNE) de São Tomé e Príncipe reconheceu ter havido "lapso" no calendário informativo da instituição sobre as eleições autárquicas e regionais, mas declinou qualquer responsabilidade pela anulação das candidaturas decretada pelos Tribunais. PANAPRESS - www.panapress.com Comentários (0)
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