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São Tomé quer envolvimento militar da CPLP no combate crime organizado
24-Out-2007
O Ministro da Defesa e Ordem Interna de São Tomé e Príncipe apelou hoje às forças armadas dos países-membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) para aumentarem a sua articulação no combate ao crime organizado. O ministro Óscar Sousa falava na cerimónia de abertura dos exercícios militares conjuntos dos países membros da CPLP (Felino 2007), que decorre pela primeira vez em São Tomé e Príncipe, e as suas palavras foram secundadas pelo comandante do exercito são-tomense, Idalécio Pachire.

As novas formas de criminalidade «obrigam a que os nossos países articulem políticas e entendimentos, como forma de fazer face a estes flagelos», afirmou Óscar Sousa, citado pela agência STP Press.

Em particular, referiu as ameaças representadas pelo tráfico de droga, de seres humanos e de armas e pela imigração ilegal.

Para o comandante do Exército são-tomense, os exercícios conjuntos «permitem o eventual emprego [das forças armadas dos países membros] com sucesso numa acção real de crise humanitária, catástrofe natural ou de outro tipo de calamidade».

«Sendo a segurança e a defesa um dos pilares da CPLP, estes exercícios contribuem de modo muito importante para treino e para uma uniformização de doutrinas», afirmou o mesmo responsável.

Este ano, o Felino é um exercício de postos de comando (CPX - Command Post Exercice) e não envolve directamente forças militares.

O cenário para o exercício «é o de um conflito num país com elevada instabilidade», causado por «uma milícia armada e apoiada por países fronteiriços«, simulando-se «uma operação de manutenção de paz», segundo revelou na semana passada o Estado Maior das Forças Armadas português.

São Tomé e Príncipe viveu até há poucos dias uma político-social , com uma força especial da polícia (ninjas) a ocupar o comando-geral da corporação, reclamando ao governo o pagamento de subsídios em atraso, enquanto o executivo é contestado na rua devido ao aumento do custo de vida.

O objectivo do exercício é aperfeiçoar estratégias de comando em «situações de apoio à paz e de ajuda humanitária» para treinar «missões e tarefas» das Forças Armadas da CPLP em caso de crise humanitária, catástrofe natural ou outro tipo de calamidade.

Portugal participa com um total de 19 militares dos três ramos (Exército, Força Aérea e Marinha), e instalou um centro de operações para o Quartel-General da Força-Tarefa Conjunta e Combinada da CPLP, criada para este exercício.

A CPLP é constituída por oito países - Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste

Lusa/SOL
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