| Timor-Leste: Mari Alkatiri anuncia demissão |
| 26-Jun-2006 | |
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O primeiro-ministro de Timor-Leste anunciou, esta segunda-feira, a sua demissão do cargo, retomando o seu lugar de deputado. Numa conferência de imprensa sem direito a perguntas, Mari Alkatiri disse ainda estar disposto a demitir-se para evitar a saída do presidente Xanana Gusmão. Na sua alocuação, Alkatiri disse que tomava esta decisão após ter reflectido com a «profundidade necessária sobre a situação vivida no país», assumindo, ao mesmo tempo, a «minha parte nas responsabilidades pela crise». Rodeado pelo presidente do Parlamento nacional, Francisco Guterres "Lu-Olo" e do ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Antoninho Bianco, o até agora chefe do governo explicou também que estava disponível para viabilizar um governo de transição. O Presidente da República já recebeu a carta de demissão do primeiro-ministro, tendo fonte do gabinete de Xanana Gusmão dito que o chefe de Estado fará uma declaração sobre esta saída. Entretanto, o procurador-geral de Timor-Leste confirmou à TSF que Alkatiri vai ser ouvido, na sexta-feira, no processo de distribuição de armas a civis, que levou o ex-ministro do Interior, Rogério Lobato, a aguardar o fim da instrução do processo em prisão domiciliária. «Preparamos hoje a notificação para que compareça no Ministério Público para ser ouvido sobre as alegações feitas no processo de Rogério Lobato», adiantou Longuinhos Monteiro. A saída de Mari Alkatiri surge um dia depois de o Comité Central da FRETILIN ter recusado a renúncia do primeiro-ministro e menos de 24 horas após as demissões do ministro da Defesa e Negócios Estrangeiros, Ramos-Horta e do ministro dos Transportes, Ovídeo Amaral. O anúncio desta demissão aconteceu num momento em que Ramos-Horta preparava uma conferência de imprensa para explicar as razões que o tinham levado a sair do governo de Alkatiri. Nessa altura, após ter recebido uma chamada telefónica, o ex-ministro comunicou aos jornalistas que estes se deveriam dirigir para a residência do primeiro-ministro por causa de «importante declaração» que Mari Alkatiri iria fazer. Questionado sobre se esta declaração teria algo a ver com a demissão do chefe do governo timorense, Ramos-Horta limitou-se a responder que «sim». TSF - www.tsf.pt Comentários (0)
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