| Timor-Leste: O cenário é de violência extrema |
| 06-Jun-2006 | |
|
Os militares foram obrigados a disparar sobre grupos rivais que se envolveram em confrontos e destruiram casas à medida que passavam, deixando para trás um rasto de fumo e cinzas. A chegada de militares australianos e malaios a Timor contribuiu para uma relativa acalmia. Várias pessoas foram detidas, casas de elementos suspeitos foram revistadas e centenas de armas apreendidas. Entretanto, os militares portugueses já chegaram a Díli. Os 116 agentes da GNR vão ajudar a manter a ordem pública e vão garantir o patrulhamento na capital timorense 24 horas por dia. À chegada, tinham uma multidão de pessoas, que os recebeu de braços abertos e em clima de grande euforia. Com os militares portugueses chegaram também a Timor 700 quilos de medicamentos, numa altura em que há mais de 100 mil pessoas deslocadas. Os conflitos em Timor-Leste começaram há mais de um mês. Até ao momento, morreram pelo menos 30 pessoas e mais de 100 ficaram feridas. Apoio a medidas de emergência O Parlamento de Timor-Leste aprovou hoje por unanimidade uma resolução de apoio às medidas anunciadas pelo Presidente Xanana Gusmão para ultrapassar a crise político-militar. O texto da resolução, subscrito pelas oito bancadas parlamentares presentes, manifesta "apoio inequívoco às medidas de emergência para ultrapassar a crise decretadas" pelo chefe de Estado a 30 de Maio passado. A sessão plenária de hoje marcou o regresso do Parlamento ao trabalho dos deputados, depois de na semana passada os deputados terem sido obrigados a suspender as suas actividades devido à continuação dos confrontos violentos e saques registados na capital timorense, que provocaram desde 28 de Abril mais de 20 mortos, mais de uma centena de feridos e dezenas de milhar de deslocados internos. O texto da resolução salienta que "a ocorrência de tristes aconteciment os" em Timor-Leste "colocou em causa o normal funcionamento das instituições do Estado de Direito Democrático", considerando que a "jovem democracia política ficou em risco". A "necessidade imperiosa" de execução das medidas de emergência deveu-s e à urgência de "criar condições para o regresso à normalidade, garantir a ordem constitucional, o apoio humanitário às populações e assegurar a actuação das forças internacionais de defesa e segurança". SIC/Lusa Comentários (0)
![]() A VozDiPovo-Online quer saber a sua opinião sobre esta notícia. Comente
Os comentários são escrutinados, sendo excluídos todos os conteúdos racistas, xenófobos, difamatórios e atentatórios da boa imagem dos visados. Antes de deixar o seu comentário, registe-se aqui. É rápido e gratuito. Se já está registado, clique na "Área do Membro" situada no topo desta página.
|
| Quem Somos |
| Equipa |
| Estatuto Editorial |
| Regulamento Redactorial |
| Termos de Utilização |
| Ajuda |
| Fale Connosco |
| Mapa do Site |
| Pesquisa Avançada |