| Cabo Verde quer criar zona franca de cultura afro-lusófona |
| 04-Abr-2007 | |
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Cabo Verde pretende criar uma zona franca cultural para divulgar a música cabo-verdiana e dos demais países de língua portuguesa, onde deverão estar presentes fábricas de instrumentos musicais, músicos e compositores brasileiros. O projeto, chamado "Musi Cabo Verde", deverá ser inaugurado em novembro, com a intenção de proporcionar um mercado livre de "produtos culturais africanos, de Madagáscar ao Egito, de Cabo Verde a Eritréia, sem custos de entrada ou saída", segundo os responsáveis. A iniciativa é do artista Mário Lúcio Souza, da Associação Cultural Quintal da Música (Cidade da Praia), com co-realização da brasileira "Creative Bureau", do Ceará, e das editoras Lusafrica e Harmonia. Outros artistas e o governo cabo-verdiano apóiam o projeto através da Feira Internacional de Cabo Verde (FIC) e da agência Cabo Verde Investimentos (CI), que explica, em nota, que o objetivo do projeto é que seja criada uma feira de caráter turístico-cultural. Além de brasileiros, produtores independentes da África e de outros países de língua portuguesa estarão presentes para mostrar a diversidade da música africana e expor os seus catálogos de novos talentos. O "Musi Cabo Verde" pretende "transformar-se em uma plataforma de negócios na área da cultura, particularmente na área da música, de forma a constituir mercado alternativo, realizado no sul do planeta" acrescentam os responsáveis. Mário Lúcio é músico, poeta, escritor, pintor e dramaturgo, fundou o grupo musical Simentera, revolucionou a música acústica e os conceitos de arranjos em Cabo Verde e recentemente foi instituído Embaixador Cultural de Cabo Verde. Produziu, dirigiu e fez arranjos para Paulinho da Viola e diversos outros artistas. Agência Lusa - www.lusa.pt Comentários (0)
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