| Cantor Tito Paris devolve apoio do governo depois de polémica |
| 03-Fev-2007 | |
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O cantor cabo-verdiano Tito Paris envolveu-se numa polémica com o ministro da Cultura de Cabo Verde, Manuel Veiga, que terminou com o artista a devolver ao governo um apoio que lhe fora dado de 200 mil escudos (2.000 euros)
A polémica começou com uma entrevista do cantor radicado em Portugal ao semanário Expresso das Ilhas, na qual criticava a política cultural seguida no país, mas está já terminada, como disse hoje à Lusa Tito Paris. «O ministro da Cultura é um bom ministro, o ministro de todos os cabo-verdianos, e eu respeito-o. Para mim o assunto morreu, está enterrado e não vou falar mais disso», disse à Lusa. Tito Paris garantiu que não ficou com qualquer mágoa em relação a Cabo Verde e que as suas relações com o país de origem continuarão como sempre, o que de resto já tinha também afirmado ao Expresso das Ilhas, frisando que vai continuar a trabalhar para a cultura cabo-verdiana. A polémica começou quando Tito Paris deu uma entrevista ao jornal na qual deixava algumas criticas, nomeadamente ao afirmar que a música de Cabo Verde está em extinção no país ou que há anos que tenta trazer uma orquestra para Cabo Verde, sem sucesso, ao mesmo tempo que se dão milhares de contos a projectos «apenas por razões políticas». Na entrevista, Tito Paris agradecia ainda a Portugal o apoio que o país lhe tem dado, mas acrescentava que o Estado de Cabo Verde nunca investiu nele e que as autoridades nunca o reconheceram e acarinharam, «porque partidarizam e politizam a cultura». Manuel Veiga respondeu ao cantor numa carta que foi tornada pública, na qual refuta as criticas, garante que Cabo Verde, povo e governos, o acolhem como um «artista que orgulha a todo», e afirma que no país a cultura não tem nada a ver com partidos. Na carta o ministro diz ainda que Tito Paris contou inclusivamente com um apoio simbólico do Ministério da Cultura, de 200 mil escudos cabo-verdianos, comprovado com a divulgação de cópia do cheque emitido. Esta semana o cantor respondeu à carta do ministro, passando à ordem do Ministério da Cultura um cheque de 200 mil escudos, com uma nota onde diz que foi dinheiro que nunca pediu. Lusa/SOL Comentários (0)
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