Cesária Évora perde Prémio da Concórdia para o Museu do Holocausto
12-Set-2007
Cesária Évora, uma das candidatas favoritas ao galardão, perdeu para o Yad Vashem, Museu do Holocausto de Jerusalém, o Prémio Príncipe das Astúrias da Concórdia 2007, atribuído por um júri reunido na cidade espanhola de Oviedo.
A decisão do júri foi tomada depois de um «grande debate» que começou na terça-feira, com fontes da Fundação Príncipe das Astúrias a referirem que houve «muitas candidaturas fortes».
A cantora cabo-verdiana tinha considerado a nomeação «uma verdadeira honra» e que a tinha deixado «surpreendida», em particular pelo leque de outros artistas que no passado receberam este galardão.
«Só o facto de ser candidata deixa-me muito contente. Entendo que não significa ainda nada, mas é uma grande honra e estou muito agradecida. Além disso gosto que a candidatura seja não pela música mas pelo que ela transmite», tinha afirmado Cize.
A artista é considerada na Europa e nos EUA como a «voz do passado dos escravos» e a voz «do presente de esperança em África».
Cesária Évora já tinha sido nomeada para o mesmo prémio mas na categoria das Artes e perdeu para o mítico roqueiro norte-americano Bob Dylan.
Também concorriam ao prémio Ingrid Betancourt, ex-candidata à Presidência sequestrada pela guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), a candidatura conjunta "Democracia na África", que inclui os presidentes do Senegal, Libéria, Mali, Gana, e da União Africana, a ex-presidente islandesa Vigdís Finnbogadóttir e a Autoridade Nacional para a Lembrança dos Mártires e Heróis do Holocausto (Yad Vashem), de Israel.
Também estavam cotados o Comité Internacional de Resgate, a Fundação Africana para a Medicina e a Pesquisa, a Organização Mundial do Movimento Escoteiro, a ONG SOS Escravos da Mauritânia e as Orquestras Juvenis e Infantis da Venezuela.
Este ano foram já atribuídos os prémios de Ciências Sociais, ao sociólogo britânico Ralf Dahrendorf, de Cooperação Internacional (Al Gore), de Artes (Bob Dylan), de Investigação Científica e Técnica (Ginés Morata e Peter Lawrence), de Letras (Amos Oz), de Comunicação e Humanidades (revistas Nature« e Science) e de Desporto (Michael Schumacher).
Este foi o sétimo e último prémio anual concedido pela Fundação sedeada em Oviedo, dotado, como os restantes, com 50 mil euros e uma escultura criada especialmente para o galardão por Joan Miro.
O prémio reconhece pessoas ou instituições «cujo trabalho contribuiu de forma exemplar e relevante para o entendimento e para a convivência em paz entre os homens, e para a luta contra a injustiça, pobreza, doença, ignorância ou a defesa da liberdade».
No ano passado o Prémio da Concórdia foi para a UNICEF.
Da Redacção da VozDiPovo-Online com agências
Veja o vídeo: Cesaria Evora & Kayah - Embarcação
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