| Especialistas discutem crioulos na Universidade de Coimbra |
| 29-Jun-2006 | |
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A Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra acolhe, a partir desta quarta e até à próxima sexta-feira, o congresso anual da Associação de Crioulos de Base Lexical Portuguesa e Espanhola (ACBLPE), que inclui uma mesa redonda sobre a língua de instrução na Guiné-Bissau. «Estudo do léxico do são-tomense, um crioulo de base lexical portuguesa», «O Português Afro-Brasileiro: uma visão de conjunto», «Crioulo Guineense, Balanta e Português: estudo comparativo do sintagma verbal», «O português falado em Cabinda um semi-crioulo?» e «Argumentos históricos e linguísticos contra a oposição entre crioulo de Barlavento e de Sotavento, em Cabo Verde» são alguns dos temas em análise. O programa inclui debate, aberto ao público, sobre a língua de instrução na Guiné-Bissau, a ter lugar no Anfiteatro 5 da Faculdade de Letras, às 15h00 de hoje. Além dos aspectos específicos da linguística, os tópicos em discussão nestes três dias de congresso têm, segundo a ACBLPE, «uma relevância social, política e cultural que se prende com o facto de os crioulos serem línguas cuja génese ocorreu há poucas centenas de anos a partir do contacto entre línguas europeias colonizadoras e as diversas línguas africanas dos escravos, sobretudo em conjuntura de plantação». A associação lembra que os territórios onde estas línguas emergiram foram na sua maioria alvo de processos de descolonização e tornados estados independentes na segunda metade do século XX, mas neles a língua oficial ainda é hoje a língua do colonizador, sendo exemplos o português em Cabo Verde e na Guiné-Bissau ou o francês no Haiti. Já as línguas crioulas são remetidas a um papel de comunicação mais informal. PNN Portuguese News Network Comentários (0)
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