| Jon Luz fechará festival de "World Music" da ACERT de Tondela (Portugal) |
| 13-Jul-2007 | |
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Sonoridades de vários cantos do Mundo vão ouvir-se a partir de quarta-feira em Tondela, no Tom de Festa, um festival que, prestes a atingir a «maioridade», não esqueceu as suas raízes na comunidade local.
O 17º Tom de Festa - Festival de Músicas do Mundo, promovido pela Associação Cultural e Recreativa de Tondela (ACERT), vai decorrer até ao dia 21, prometendo quatro noites recheadas não só de sons, mas também de outras artes, de sabores e de memórias. «A ideia principal da identidade do festival, com um eixo central na música do Mundo, é que seja multicultural», frisou à Agência Lusa José Rui Martins, da ACERT, acrescentando que o objectivo é oferecer ao público novidades, músicas que habitualmente não ouvem. É dentro dessa filosofia que se realizam os concertos principais da noite, com início marcado para 22:00, no auditório ao ar livre e no palco do pátio, o primeiro dos quais de «Sam the Kid», o intérprete/projecto que, segundo a ACERT, metaforicamente «celebrou o improvável encontro entre o amor e o hip-hop». Na mesma noite, ainda se ouvirão, em português, as «harmonias arrojadas e criações endiabradas» dos «Uxu Kalhos», que prometem surpreender com «chotiças, círculos, corridinhos e mazurcas, entre outras viagens no limiar da pureza acústica e da potência eléctrica, com influências afro-jazz-rock-ska». No dia 19 sobem ao palco os «Dobrek Bistro» (Áustria), os «Toques do Caramulo» e os Talisman (Ucrânia, Moldávia, Bielorrússia, Alemanha) e, no dia seguinte, o brasileiro Ivan Lins e o cubano Pedro Luís Ferrer. Caberá aos mexicanos «Panteón Rococó» e ao cabo-verdiano Jon Luz dar os últimos concertos do festival, no dia 21. Durante o Tom de Festa, a ACERT tenta sempre «reflectir a sua própria actividade» e, por isso, tem várias outras iniciativas previstas, explicou José Rui Martins. O espaço do festival abre às 20:00, podendo o público saborear a gastronomia regional e também de alguns pontos do Mundo. O bilhete de entrada pode mesmo já incluir o preço da refeição. A partir das 21:00, durante a hora que resta até aos concertos principais, haverá «Música no Bosque», um momento artístico onde o público poderá, informalmente, «saborear a música popular mesclada com instrumentistas com sinais musicais menos convencionais». O Grupo de Cantares de Arrifana (Guarda) com o trompetista Brian Carvalho, a Associação Etnográfica Os Serranos (Águeda) com o violinista Manuel Rocha, o Grupo de Cantares de Carvalhal de Vermilhas (Vouzela) com a acordeonista Helena Rodrigues e o Grupo Cana Verde (Canas de Santa Maria, Tondela), com a violoncelista Lydia Pinho, são os convidados a dar «Música no Bosque». Diário Digital / Lusa Comentários (0)
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