| Lisboa: Artistas actuam no África Festival desta quinta-feira a domingo |
| 06-Jul-2006 | |
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O festival decorre num palco instalado frente à Torre de Belém e conta com artistas africanos de renome. A abertura cabe ao cantor angolano Bonga, que vai passar em revista alguns dos seus êxitos, como "Tenho uma lágrima no canto do olho" e as canções do seu novo álbum "De Kaxexe".
Ao cantor angolano segue-se o senegalês Cheikh Lô, que tem já três álbuns editados, o mais recente dos quais, "Lamp fall", data de 2005. Na segunda noite do Festival (sexta-feira) actua o cantor e compositor cabo-verdiano Tcheka, da ilha de Santiago. Tcheka transpõe para a guitarra batidas que, habitualmente, são tocadas com instrumentos de percussão. A seguir ao artista cabo-verdiano sobe ao palco Oumou Sangaré, apresentada pela organização do festival como "a grande diva do Mali e de África". A cantora, que nas suas canções trata várias questões sociais do seu país, foi distinguida pela UNESCO pelo facto de, através da música, promover os direitos sociais das mulheres no Mali e no mundo. A terceira noite do Festival, sábado, é preenchida por Djumbai Jazz e Tiken Jah Fakoly. Djumbai Jazz, criado em 1990, é composto, entre outros, pelos músicos guineenses radicados em Portugal Maio Coopé (voz), Sadjo (guitarra acústica e ritmo), Galissa (kora), e Cabum (percussão). Liderado pelo vocalista Maio Coopé, o Djumbai Jazz procura recuperar os ritmos tradicionais da sua terra natal, como o N'gumbé, Djambadon e o Brocxa. Tiken Jah Fakoly, da Costa do Marfim, é um artista popular na África Ocidental, na área do reggae. Sábado irá prolongar-se com a "noite afro-blue", um "after-hours" animado pelos DJ Johnny, Lucky e LadyGBrown. O Festival encerra domingo com a actuação da zimbabueana Stella Chiweshe e dos moçambicanos Eyuphuro. Stella, a única mulher do seu país a liderar uma banda e a interpretar o mbira, instrumento tradicional do povo Shona, é conhecida como "ambuya chinyakare", que significa "avó da música tradicional". Zena Bacar e Issufo Manuel, dos Eyuphuro, chegam a Lisboa depois de uma digressão comemorativa dos seus 25 anos de carreira. Acompanha-os o cantor Ali Faque, que integrou recentemente a formação. No relvado de Belém, numa tenda montada, irão decorrer diversos "workshops" e ateliers, estará patente uma exposição de fotografia e serão exibidos vários DVD de temática africana. SIC/Lusa Comentários (0)
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