| Livro sobre B. Léza é lançado hoje na Praia |
| 22-Abr-2006 | |
Os seus primeiros contactos com a cultura cabo-verdiana e com a música, em particular, aconteceram em 1993. Treze anos depois, sendo aqui o treze um número de sorte, a jornalista brasileira Gláucia Nogueira apresenta logo mais, na Praoa, o seu livro “O Tempo de B.Léza, Documentos e Memórias”.Segundo Gláucia Nogueira, jornalista de A Semana, aquilo que deveria ser um verbete de um dicionário sobre a música crioula, que ainda vai a meio caminho, acabou por ganhar vida própria e transformar-se numa obra que ela espera ser útil em termos de permitir um conhecimento mais amplo dessa figura incontornável da música das ilhas, que é Francisco Xavier da Cruz, mais conhecido por B. Léza, autor de clássicos como Eclipse, Lua nha testemunha, Luísa... B. Léza pura O livro, resultado de vários anos de trabalho, é apresentado hoje, no Salão Nobre do Instituto Internacional da Língua Portuguesa. Chama-se “O Tempo de B.Léza, Documentos e Memórias”. A apresentação vai estar a cargo do director do IILP, Manuel Brito Semedo. Mas se o livro chega somente hoje ao leitor, a sua história começou a ser traçada em 1993, quando, em Portugal, Gláucia Nogueira iniciava os seus contactos com a realidade cabo-verdiana, como freelancer do então “Novo Jornal”, para o qual tratava questões da imigração e da cultura. A experiência com o “Novo Jornal” trouxe-a a a Cabo Verde, onde esteve seis meses, tendo deixado o país com a mala cheia de discos. Com eles, e com uma mini-enciclopédia sobre a música que se fazia em África, publicada em França, Gláucia Nogueira retorna ao Brasil, onde começa a ser cozinhada a ideia de, quem sabe, fazer um trabalho do género com a música dos países de língua oficial portuguesa. De volta a Portugal em 1997, com base numa bolsa do projecto Criar Lusofonia e do que já conhecia da música cabo-verdiana, começa o trabalho de investigação que desemboca, hoje, na apresentação do livro sobre a vida e obra de B.Léza. É verdade que o objectivo primeiro era fazer uma reportagem sobre a música de Cabo Verde. Para isso “passei um mês e tal em Cabo Verde e trabalhei vários outros meses, com deslocações para França e Holanda. Nessa altura a reportagem já se transformara num projecto de dicionário sobre figuras da música cabo-verdiana”. Entretanto, e com as informações reunidas, “descobri que tinha material sobre B. Léza muito superior ao que era necessário para um simples verbete. Assim fui organizando tudo e vi que dava para fazer um livro. E o que seria um verbete do dicionário acabou por ganhar vida própria”. E esta vida própria significa um livro onde o leitor pode conhecer, de maneira aprofundada, a vida e obra de um nome incontornável da música cabo-verdiana. Outras ideias, outros projectos E, depois de B.Léza, o desafio da jornalista é continuar, e finalizar, o trabalho que começou antes do livro, ou seja, o dicionário. “Se eu pudesse sentar e terminar o meu dicionário é isto que faria. Estou ainda na letra K, mas as outras ocupações que tenho não me permitem terminar o trabalho no ritmo que eu desejaria”. A seguir, quem sabe, ‘pegar na vida’ de “outras figuras cabo-verdianas fantásticas”. A Semana - www.asemana.cv Comentários (0)
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