| Livros acabam em poucos minutos na Feira de Cabo Verde |
| 07-Fev-2007 | |
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Centenas de pessoas disputaram, na noite de terça-feira, as primeiras entradas para a Feira do Livro de Cabo Verde, na Biblioteca da Cidade da Praia, onde prateleiras inteiras ficaram vazias em poucos minutos.
A Feira do Livro, que acontece até domingo, é uma oportunidade quase única para que comprar livros na capital cabo-verdiana, onde há poucas livrarias e pouca oferta de livros, pelo menos a preços acessíveis. A 22ª edição da feira começou, como nos anos anteriores, com as pessoas chegando cedo, uma hora antes da abertura das portas, para comprar os livros que sabiam que rapidamente estariam esgotados. Foi o que aconteceu com os dicionários de português da Porto Editora, que em menos de cinco minutos já tinham sido todos vendidos, ou como os livros de direito, também muito procurados desde que foi fundada a Universidade da Praia, que tem o curso de Direito. Livros técnicos, de literatura, infantis e cadernos culturais passaram para as mãos dos cabo-verdianos em poucos minutos, em uma feira que, meia hora depois de aberta, tinha filas enormes nos caixas de pagamento. É um sucesso esperado, dizem os responsáveis, que consideram que o sucesso da iniciativa, dado o interesse dos cabo-verdianos pela cultura, deveria levar outros países a incentivar a cooperação com Cabo Verde. Com oito mil livros para vender até domingo, em um total de 1,5 mil títulos, a feira do livro disponibiliza apenas livros em português, de autores de língua portuguesa ou de autores estrangeiros traduzidos. Iniciativa do Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro de Cabo Verde, com a cooperação com o governo português, a feira foi inaugurada pela embaixadora de Portugal na Cidade da Praia, Graça Andresen Guimarães, e pelo ministro da Cultura de Cabo Verde, Manuel Veiga. Vendas Um livro como o famoso Código DaVinci custa 1.200 escudos cabo-verdianos, cerca de R$ 32,5. O livro de viagens de Marco Pólo é mais barato, cerca de R$ 22. "Conseguimos pôr os livros todos com 50% de desconto, menos a literatura de Cabo Verde, que tem 15%", disse à Lusa a diretora do evento, no Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro. Uma das organizadoras da iniciativa, Sandra Teixeira, afirmou que os livros técnicos que têm mais saída são os técnicos, desde os diversos áreas da Engenharia ao Direito, da Informática à Arquitetura. Mas a feira tem um pouco de tudo, até livros de Culinária e Literatura traduzida de autores estrangeiros, mas um pouco de tudo é vendido nas primeiras horas de abertura, com pessoas gastando mais de 50 mil escudos cabo-verdianos (cerca de R$ 1,3 mil) em pouco mais de 15 minutos, como a Lusa testemunhou. Tirando os livros que se esgotaram nos primeiros minutos, os outros acabam sendo vendidos nos primeiros dois dias de feira, diz Sandra Teixeira, que não garante reposição de estoques. Agência Lusa - www.lusa.pt Comentários (0)
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