| Mindelact 2007: Teatro do Mundo para ver durante 16 dias em São Vicente |
| 07-Set-2007 | |
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Teatro do Mundo e “tiatre d´mund”, no primeiro caso a ideia de cruzamento de 20 companhias de três continentes e, no segundo, a versão crioula que expressa quantidade, muito teatro: tudo isto para comprovar na 13ª edição do Festival Internacional de Teatro do Mindelo – Mindelact, que arranca amanhã.
Atenta-se aos números da edição 2007: 16 dias de duração, cerca de 30 espectáculos de 20 companhias oriundas de 10 países diferentes e de três continentes. Muito teatro do mundo inteiro anunciado, como se pode constatar. A abrir, 21:00 horas de sábado, “A Casa de Nha Bernarda”, adaptação crioula do original de Frederico Garcia Lorca, 10 anos depois de ter sido apresentada, em Novembro de 97, pelo Grupo de Teatro do Centro Cultural Português – IC, que regressa com a remontagem da peça e com um elenco completamente renovado. A programação encerra no dia 22, com a peça “Pax Romana”, de Nuno Pinto Custódio, interpretada pela ESTE - Estacão Teatral (Portugal). Mas ao longo dos 16 dias há mais e diversificado teatro: “Holocausto”, de Arie Yaari, pela Companhia Aula Cénica (Brasil); “Prisão do Tarrafal”, pelo grupo Otaca (Cabo Verde); “Ponéle Onda!”, de e pelos Tangorditos (Argentina); “Martur” de Valódia Monteiro, pela Companhia Solaris. Há também “Tubovoa” de e por Bernard Massuir (Bélgica), “Tradições Perigosas”, de Walter Cristóvão, pela Companhia de Teatro Miragens; “Titiricircus” de Eduardo Rodriguez e Miguel Borines, pela Tanxarina - Títeres e Marionetas (Espanha /Angola); “Bienvenue dans ma tête” de e por Kalid K (França & Marrocos); e “Muy Sua” de Beatriz Camargo, pelo Sud Teatro Cenit (Colômbia) e “Sozinha no Palco”, de Mário Lúcio Sousa, pela CAIR-TE Teatro (Cabo Verde/Portugal/Brasil). João Branco, presidente da Associação Mindelact, garante que está tudo pronto para o arranque, inclusive, as companhias começaram a chegar ontem ao Mindelo. “Para este ano os números são muito significativos e, por isso, devem orgulhar Cabo Verde enquanto Nação Cultural”, acrescenta a mesma fonte, para quem esses dias que antecedem o subir do pano são corolário de trabalho de um ano inteiro de preparação do festival que é feito essencialmente para as pessoas. “Toda a equipa que trabalha neste evento, fá-lo em regime de voluntariado, por amor ao teatro, à camisola e a Cabo Verde e por isso esperamos que o público, como aconteceu nas 12 últimas edições, contribua também com uma forte presença nas salas de espectáculo”, assinala. O espaço internacional de teatro que é o Mindelact é, para João Branco, um dos principais eventos cénicos a nível do continente africado e, seguramente, o “maior evento teatral” da região oeste africana, onde se insere Cabo Verde. Contas feitas pela organização indicam que serão mais de um centena de artistas que vão desfilar pelos diversos palcos da cidade do Mindelo. A descentralização é uma das novidades da edição 2007. É que, desta vez, além do Auditório do Centro Cultural do Mindelo, o palco principal, há espectáculos programados para a Academia de Música Jotamonte, no Monte Sossego, e nas aldeias piscatórias de Calhau e S. Pedro. Outra novidade é a internacionalização do designado Festival Off, habitualmente um palco de experimentação com programação preenchida exclusivamente por grupos nacionais que, este ano, pela primeira vez, vai acolher também grupos estrangeiros. “A cidade é uma beleza” de César Schofield Cardoso, pelo Colectivo Praia.Mov; “Mudjer Trabadjadêra”, de Ney Tavares pela Banda Teatral Morrerense; “E Tudo os Sapatos Levam”, de vários autores, pelo Grupo de Teatro Lua Cheia (Portugal); “O Doido e a Morte” de Raul Brandão, pelo GTCCPM - IC; “Demonerum 121” de Ricardo Peixoto, pelo CAIR-TE Teatro (Portugal/Brasil); “O Céu é Cheio de Uivos”, de Jarbas Capusso Filho, por Sueli Duarte e Associação Mindelact; “Psicho” de Valódia Monteiro, pelo Companhia Solaris; e “Gossi non, dipôss", de e pelo Grupo de Teatro Nova Sintra, são espectáculos previstos no Festival Off. A teatrolândia, outra componente do Mindelact voltada para as crianças, ou seja, um festival de teatro infantil inserido no Mindelact, vai dar aos mais pequeninos a oportunidade de assistir a três peças inéditas, nomeadamente, “A Feiticeira e a Pombinha”, a partir de conto tradicional, pelo Teatro Infantil do Mindelo, “Agakuke e a Princesa Putri Telur”, conto tradicional da Ásia, e “Agakuke e Mamadu”, conto tradicional africano, ambos pelo Grupo de Teatro Lua Cheia (Portugal), e “O Grande Charlatão”, a partir de Miguel Torga, Teatroarado - Associação Cultural (Portugal). Como já vem sendo tradição nos últimos anos, será ainda atribuído o Prémio Copacabana e, este ano, a distinguida é a companhia portuguesa Teatro Meridional. Mindelact 2007 dá, assim, continuidade à formação dos agentes culturais nas diversas áreas que compõem as artes cénicas, ao alargamento “ainda mais acentuado” do intercâmbio cultural a outros países (lusófonos, francófonos, e outros) e à promoção do teatro cabo-verdiano além fronteiras. Inforpress - www.inforpress.cv Comentários (1)
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